Confissões de Apocalipse (Coronariana Nº 2)

Muita gente confessando coisas e deixando testamentos e pedidos, para o caso de serem vitimas da hecatombe midiática. Então preciso confessar uma coisa, que quase ninguém no mundo sabe: meu nome completo é: Luiz Carlos Piccinini Lazarini Terriano Rocha Ferreira de Almeida Araujo Giraçol Barata Cichetto. Meu pai era adhemarista e getulista, odiava o Prestes, mas colocou meu nome igual, talvez por vingança contra minha mãe, ou talvez por ser mesmo o grande filho da puta que é. O fato é que sobrevivi a três tentativas de aborto e de sufocamento por travesseiro, além de vários espancamentos na infância.  Tive nefrite, hepatite, bronquite, sinusite, rinite, afrodite, além de gonorréia, chato, sífilis e cai de um caminhão ficando embaixo dele um dia antes do meu primeiro casamento. Sobrevivi a esse a mais três. Neste século XXI já passei por gripe do frango, do porco, da cadela, da vaca, da puta que pariu, além da maior doença de todas, quatro governos petistas. No século anterior, cresci durante a ditadura militar, servi exército aos dezoito, fui integrante dos partidos comunistas e apanhei por fazer propaganda do ladrão mor da nação; tive dinheiro roubado pelo plano Collor e assisti a histeria dos fiscais do Sarney. Tenho dois filhos que são de uma puta, e há uns dez anos não transo mais com putas. Só faço sexo inseguro e tenho canal no XVideos. Não bastasse tudo isso, sou poeta e escritor, porque vergonha pouca é bobagem. Ah, sim, sofro de depressão, ansiedade e tenho gripes três vezes por ano. Estou de novo. Será que a Gripe Chinesa me mata, ou só vou virar um escravo do Partido Comunista Chinês?

21/03/2020

“Coronarianas”, termo que eu criei, misturando “corona vírus” com coronárias, buscando demonstrar o mal maior criado por ditadores do mundo inteiro, que usaram de um vírus para implantar outro maior, causando muito mais mal com suas Ditaduras Sanitárias. O vírus chinês em si, nem tão letal, ou melhor, menos letal do que qualquer outro, foi usado para finalidades políticas, especialmente na quebra das liberdades básicas humanas, o que é fatal. Usando a pior das armas, que é o medo, esses governantes transformaram pessoas, especialmente idosos e crianças robôs que repentinamente parece, se descobriram humanos e desenvolveram o medo da morte. E o que se propalava, sobre a humanidade sair melhor, resultou no oposto, já que a maioria, apavorada, passou a exerceu, cada um, sua própria Ditadura.
Esses textos foram escritos em 18 de Março de 2020, quando se instaurou a “Fraudemia”, até exatamente um ano depois, quando o prefeito da cidade onde moro decretou novo “lockdown” criminoso.

Barata, nascido Luiz Carlos, no dia do Anti-Natal do ano da Graça do nascimento de Bruce Dickinson, Madonna, Michael Jackson, Cazuza e Tim Burton, é poeta, romancista, ensaista e contista, além de produtor de eventos e artista plástico. Cresceu escutando Beatles, Black Sabbath, Rush e Pink Floyd. Participou da geração mimeógrafo nos anos 1970, mas quando chegaram os filhos deixou de ser poeta e foi tentar ser homem, o que no entender de Bukowski é bem mais difícil. Trabalhou como office-boy, bancário e projetista de brinquedos. Apesar de ter escrito milhares de textos nunca ganhou um prêmio literário. Foi apaixonado por Janis Joplin, Grace Slick  e Patti Smith; casou quatro vezes e Atualmente procura pagar as contas trabalhando com criação de sites, edição e diagramação de livros e arte digital.

5 1 Vote
Article Rating
Assinar
Notificação de
guest
0 Comentários
Inline Feedbacks
Ver Todos os Comentários