Coronariana Nº 18

Não estou em quarentena, mas em isolamento. Não, não comecei há um mês, uma semana, e não foi voluntário, nem por causa da gripe chinesa. O isolamento começou há muito tempo, creio que desde que nasci, mas para não parecer dramático, meu isolamento social nada em a ver com minha idade, 61 anos, mas com meu pensamento e minha forma de agir, e isso me custou caro, sempre. Afinal, quem aceita uma pessoa que preza por sua própria mentalidade, acima de dogmas e ideologias criminosas? Quem preza por alguém que sempre ficou de fora de todas as pragas? Que é chamado de comunista pelos fanáticos da direita, e de fascista pelos fanáticos da esquerda? Alguém aceita? Não, não seja hipócrita, a não ser que entenda o que eu falo. Não finja que entende, ou então ou se cale. E a não ser que me entenda, se junte aos que me isolaram, não por uma doença, não por me preservar, mas por terem medo do contágio, com uma mente livre, de pés sujos e mãos limpas.

31/03/2020

“Coronarianas”, termo que eu criei, misturando “corona vírus” com coronárias, buscando demonstrar o mal maior criado por ditadores do mundo inteiro, que usaram de um vírus para implantar outro maior, causando muito mais mal com suas Ditaduras Sanitárias. O vírus chinês em si, nem tão letal, ou melhor, menos letal do que qualquer outro, foi usado para finalidades políticas, especialmente na quebra das liberdades básicas humanas, o que é fatal. Usando a pior das armas, que é o medo, esses governantes transformaram pessoas, especialmente idosos e crianças robôs que repentinamente parece, se descobriram humanos e desenvolveram o medo da morte. E o que se propalava, sobre a humanidade sair melhor, resultou no oposto, já que a maioria, apavorada, passou a exerceu, cada um, sua própria Ditadura.
Esses textos foram escritos em 18 de Março de 2020, quando se instaurou a “Fraudemia”, até exatamente um ano depois, quando o prefeito da cidade onde moro decretou novo “lockdown” criminoso.

Barata, nascido Luiz Carlos, no dia do Anti-Natal do ano da Graça do nascimento de Bruce Dickinson, Madonna, Michael Jackson, Cazuza e Tim Burton, é poeta, romancista, ensaista e contista, além de produtor de eventos e artista plástico. Cresceu escutando Beatles, Black Sabbath, Rush e Pink Floyd. Participou da geração mimeógrafo nos anos 1970, mas quando chegaram os filhos deixou de ser poeta e foi tentar ser homem, o que no entender de Bukowski é bem mais difícil. Trabalhou como office-boy, bancário e projetista de brinquedos. Apesar de ter escrito milhares de textos nunca ganhou um prêmio literário. Foi apaixonado por Janis Joplin, Grace Slick  e Patti Smith; casou quatro vezes e Atualmente procura pagar as contas trabalhando com criação de sites, edição e diagramação de livros e arte digital.

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