Coronariana Nº 20

Em 2014, o estado de São Paulo especialmente, foi envolvido numa crise sem precedentes de falta d’água. As pessoas entraram em desespero, diminuindo seu consumo de água, abrindo mão de higiene, e os que eram pegos cometendo o crime de “desperdício”, eram sistematicamente ostracizados e ofendidos por vizinhos zelosos do futuro do planeta. A crise, como sempre atribuída a “fatores naturais”, foi contestada por alguns que tentaram demonstrar que era fabricada. E com isso, a loucura desenfreada em busca de comprar ― e pagar qualquer preço ― por caixas d’água gigantes, e campanhas de conscientização, acabou enriquecendo mais ainda os fabricantes de tal item e os donos de depósitos de material de construção. Enquanto isso, a Sabesp,a segunda mais empresa do país, foi transformada em empresa de Capital Aberto, com ações negociadas no mercado internacional, e seus maiores clientes, fabricantes de bebidas, por exemplo, eram bonificados e tinham descontos por serem grandes clientes da empresa. Poucos meses depois, a tal crise desapareceu da mídia e as pessoas retornaram seu estranho hábito de usar a água como qualquer ser civilizado o faz. Nessa época se falava em mortandades infinitas e se atribuía aos céus o castigo. Em meio a isso, o senhor Geraldo Alckimin, do PSDB, foi reeleito governador.

Em resumo, as catástrofes podem não ser criadas por esses políticos, mas sempre serão usadas em proveito próprios e de seus apadrinhados. E criar o pânico faz parte da sua estratégia de marketing. Aquele velho ditado: criam a dificuldade para vender facilidade. “Criam a doença, depois vendem o remédio.”, como cantou a banda Outro Destino.

03/04/2020

“Coronarianas”, termo que eu criei, misturando “corona vírus” com coronárias, buscando demonstrar o mal maior criado por ditadores do mundo inteiro, que usaram de um vírus para implantar outro maior, causando muito mais mal com suas Ditaduras Sanitárias. O vírus chinês em si, nem tão letal, ou melhor, menos letal do que qualquer outro, foi usado para finalidades políticas, especialmente na quebra das liberdades básicas humanas, o que é fatal. Usando a pior das armas, que é o medo, esses governantes transformaram pessoas, especialmente idosos e crianças robôs que repentinamente parece, se descobriram humanos e desenvolveram o medo da morte. E o que se propalava, sobre a humanidade sair melhor, resultou no oposto, já que a maioria, apavorada, passou a exerceu, cada um, sua própria Ditadura.
Esses textos foram escritos em 18 de Março de 2020, quando se instaurou a “Fraudemia”, até exatamente um ano depois, quando o prefeito da cidade onde moro decretou novo “lockdown” criminoso.

Barata, nascido Luiz Carlos, no dia do Anti-Natal do ano da Graça do nascimento de Bruce Dickinson, Madonna, Michael Jackson, Cazuza e Tim Burton, é poeta, romancista, ensaista e contista, além de produtor de eventos e artista plástico. Cresceu escutando Beatles, Black Sabbath, Rush e Pink Floyd. Participou da geração mimeógrafo nos anos 1970, mas quando chegaram os filhos deixou de ser poeta e foi tentar ser homem, o que no entender de Bukowski é bem mais difícil. Trabalhou como office-boy, bancário e projetista de brinquedos. Apesar de ter escrito milhares de textos nunca ganhou um prêmio literário. Foi apaixonado por Janis Joplin, Grace Slick  e Patti Smith; casou quatro vezes e Atualmente procura pagar as contas trabalhando com criação de sites, edição e diagramação de livros e arte digital.

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