Coronariana Nº 22

Há alguns anos venho brigando com minha ansiedade, angústia e, principalmente depressão, acompanhada de seus “efeitos colaterais”, como desejo de suicídio. Venho me empenhando em sair dessa situação, sem virar um dependente de drogas legais, ou ilegais que sejam. O artifício que encontrei, além da sempre presente necessidade de escrever, foi me dedicar ao trabalho, seja ele de que forma for, remunerado ou não. Ocupar minha cabeça e meu corpo me mantiveram nos últimos meses longe desses pensamentos e sentimentos. Abracei o sonho de um amigo, o Wladimir de Paula, pessoa de caráter íntegro e uma vontade de trabalhar e acerta fora do comum. Criei artes, vinhetas, e atualmente sou responsável atualmente por cinco programas semanais, sendo que com isso produzo cerca de quinze horas de programas semanais, fora tempo gasto em pesquisas, edições e contatos, que multiplica esse numero certamente por três.

Tudo isso, entretanto, foi sendo desmontado com a paranóia criada pela mídia, por políticos escrotos e alimentada pelas pessoas que, seguindo a cartilha da massa burra e manipulável que amplifica o caos ao limite do insuportável, transformando uma epidemia séria num pasto para seus desejos de poder e ódios guardados. Afinal, as pessoas precisam ser guiadas, mesmo que seja ao matadouro, por nossos queridos e humanísticos líderes. Não basta educar, não basta ensinar. O pânico tem mais efeito. E segundo alguns, “é para nosso bem.”

Nos últimos dias, com tudo isso, venho experimentando novamente as valas escuras da depressão, e nem direito de sair à rua e encontrar algumas pessoas, e beber uma cerveja e distrair o desejo da morte existe mais.

É certo que essa Gripe Chinesa, como todas as doenças que apareceram durante a existência da humanidade e antes dela, irá causar vítimas fatais, e as estatísticas serão engordas para aumentar o pânico, e assim buscar a eficácia nos métodos de controle, mas e quando as mortes que advirão desse isolamento forçado, “para nosso bem”, de pessoas que morrerão por suicídio, violência e outras coisas. Serão todos colocados numa vala comum, aquela do dia-a-dia, e serão desprezadas.

Ao citar a minha própria experiência, tenho consciência de que o sinto hoje não é exclusivo, e sei de muitas pessoas que, como eu, se sentem sem qualquer expectativa, afinal, depressão não dá mídia, depressão não é contagiosa, não pega por beijo-abraço-aperto-de-mão. Mas garanto que o numero de mortes no mesmo período que a Gripe Chinesa é maior. E quem se interessa por isso? A não ser que alguém se sinta exatamente igual, vai me tachar como egoísta e maluco.

03/04/2020

“Coronarianas”, termo que eu criei, misturando “corona vírus” com coronárias, buscando demonstrar o mal maior criado por ditadores do mundo inteiro, que usaram de um vírus para implantar outro maior, causando muito mais mal com suas Ditaduras Sanitárias. O vírus chinês em si, nem tão letal, ou melhor, menos letal do que qualquer outro, foi usado para finalidades políticas, especialmente na quebra das liberdades básicas humanas, o que é fatal. Usando a pior das armas, que é o medo, esses governantes transformaram pessoas, especialmente idosos e crianças robôs que repentinamente parece, se descobriram humanos e desenvolveram o medo da morte. E o que se propalava, sobre a humanidade sair melhor, resultou no oposto, já que a maioria, apavorada, passou a exerceu, cada um, sua própria Ditadura.
Esses textos foram escritos em 18 de Março de 2020, quando se instaurou a “Fraudemia”, até exatamente um ano depois, quando o prefeito da cidade onde moro decretou novo “lockdown” criminoso.

Barata, nascido Luiz Carlos, no dia do Anti-Natal do ano da Graça do nascimento de Bruce Dickinson, Madonna, Michael Jackson, Cazuza e Tim Burton, é poeta, romancista, ensaista e contista, além de produtor de eventos e artista plástico. Cresceu escutando Beatles, Black Sabbath, Rush e Pink Floyd. Participou da geração mimeógrafo nos anos 1970, mas quando chegaram os filhos deixou de ser poeta e foi tentar ser homem, o que no entender de Bukowski é bem mais difícil. Trabalhou como office-boy, bancário e projetista de brinquedos. Apesar de ter escrito milhares de textos nunca ganhou um prêmio literário. Foi apaixonado por Janis Joplin, Grace Slick  e Patti Smith; casou quatro vezes e Atualmente procura pagar as contas trabalhando com criação de sites, edição e diagramação de livros e arte digital.

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