Coronariana Nº 26 ― Pandemia-Pandemônio

Há pouco menos de um ano, logo depois de completar 61 de existência, e de estar passando por uma depressão, entre outras coisas por descaso familiar e mudança de cidade, decidi que precisaria me cuidar melhor, e tentar sair dessa situação. Para tanto, comecei a me alimentar melhor, reduzi o consumo de cigarros e a usar ervas para tentar reequilibrar o organismo. Em Janeiro comecei a perceber melhoras e a produzir, trabalhar mais, visando manter a cabeça ocupada, e tramei a edição de um livro que vinha postergando há anos. Minha auto-estima melhorou, apesar de todos os problemas pessoais e financeiros.

Acontece que, por coincidência logo após o carnaval, explode o pandemônio-pandemia, com o terrorismo da Ditadura do Voluntariado, com o ódio e a guerra a tudo que fosse contra isso pudessem desencadear. Para terminar, a Uiclap, poucas horas antes do que eu tinha planejado lançar o livro, resolver cancelar as vendas, o que jogou todo o trabalho e planejamento no lixo. Entendi a posição da Editora, mas isso foi à gota d’água para que minha cabeça saísse do seu trabalhoso centramento e girasse a ponto de perder todo o entusiasmo e com ele o apetite e o sono. Voltei a fumar desbragadamente e ao ser forçado a me tornar enclausurado, por conta menos de prevenção e mais ao terrorismo, minhas caminhadas cessaram.

O resultado disso ainda não sei, mas é certo que não será bom. Ademais, sei de muitas pessoas com históricos parecidos, e espero que pessoas em situação similar não sucumbam diante dessa guerra armada, em função de vírus que, sim causará mortes, como qualquer outro, em maior ou menor número, mas mais que qualquer outro resultará em mortes que não serão contabilizadas nas estatísticas dele, tão adoradas pelos estandartes do caos.

05/04/2020

“Coronarianas”, termo que eu criei, misturando “corona vírus” com coronárias, buscando demonstrar o mal maior criado por ditadores do mundo inteiro, que usaram de um vírus para implantar outro maior, causando muito mais mal com suas Ditaduras Sanitárias. O vírus chinês em si, nem tão letal, ou melhor, menos letal do que qualquer outro, foi usado para finalidades políticas, especialmente na quebra das liberdades básicas humanas, o que é fatal. Usando a pior das armas, que é o medo, esses governantes transformaram pessoas, especialmente idosos e crianças robôs que repentinamente parece, se descobriram humanos e desenvolveram o medo da morte. E o que se propalava, sobre a humanidade sair melhor, resultou no oposto, já que a maioria, apavorada, passou a exerceu, cada um, sua própria Ditadura.
Esses textos foram escritos em 18 de Março de 2020, quando se instaurou a “Fraudemia”, até exatamente um ano depois, quando o prefeito da cidade onde moro decretou novo “lockdown” criminoso.

Barata, nascido Luiz Carlos, no dia do Anti-Natal do ano da Graça do nascimento de Bruce Dickinson, Madonna, Michael Jackson, Cazuza e Tim Burton, é poeta, romancista, ensaista e contista, além de produtor de eventos e artista plástico. Cresceu escutando Beatles, Black Sabbath, Rush e Pink Floyd. Participou da geração mimeógrafo nos anos 1970, mas quando chegaram os filhos deixou de ser poeta e foi tentar ser homem, o que no entender de Bukowski é bem mais difícil. Trabalhou como office-boy, bancário e projetista de brinquedos. Apesar de ter escrito milhares de textos nunca ganhou um prêmio literário. Foi apaixonado por Janis Joplin, Grace Slick  e Patti Smith; casou quatro vezes e Atualmente procura pagar as contas trabalhando com criação de sites, edição e diagramação de livros e arte digital.

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