Coronariana Nº 9

Estamos todos representando um papel ridículo, num circo de horrores. Um circo onde só tem palhaços mal vestidos. O mestre de cerimônia toca os tambores do terror, solta feras imaginárias e todos correm, enquanto a lona se incendeia. Contaminados pelo medo, soltamos nossas feras reais. Não, nesse circo humano não somos palhaços, somos feras enjauladas, nos devorando umas às outras. Bem ao gosto do dono do circo, que aumentou o preço do ingresso, matou a equilibrista e agora dorme tranquilo abraçado ao seu saco de dinheiro, costurado com frágeis dedos infantis em alguma colônia chinesa.

23/03/2020

“Coronarianas”, termo que eu criei, misturando “corona vírus” com coronárias, buscando demonstrar o mal maior criado por ditadores do mundo inteiro, que usaram de um vírus para implantar outro maior, causando muito mais mal com suas Ditaduras Sanitárias. O vírus chinês em si, nem tão letal, ou melhor, menos letal do que qualquer outro, foi usado para finalidades políticas, especialmente na quebra das liberdades básicas humanas, o que é fatal. Usando a pior das armas, que é o medo, esses governantes transformaram pessoas, especialmente idosos e crianças robôs que repentinamente parece, se descobriram humanos e desenvolveram o medo da morte. E o que se propalava, sobre a humanidade sair melhor, resultou no oposto, já que a maioria, apavorada, passou a exerceu, cada um, sua própria Ditadura.
Esses textos foram escritos em 18 de Março de 2020, quando se instaurou a “Fraudemia”, até exatamente um ano depois, quando o prefeito da cidade onde moro decretou novo “lockdown” criminoso.

Barata, nascido Luiz Carlos, no dia do Anti-Natal do ano da Graça do nascimento de Bruce Dickinson, Madonna, Michael Jackson, Cazuza e Tim Burton, é poeta, romancista, ensaista e contista, além de produtor de eventos e artista plástico. Cresceu escutando Beatles, Black Sabbath, Rush e Pink Floyd. Participou da geração mimeógrafo nos anos 1970, mas quando chegaram os filhos deixou de ser poeta e foi tentar ser homem, o que no entender de Bukowski é bem mais difícil. Trabalhou como office-boy, bancário e projetista de brinquedos. Apesar de ter escrito milhares de textos nunca ganhou um prêmio literário. Foi apaixonado por Janis Joplin, Grace Slick  e Patti Smith; casou quatro vezes e Atualmente procura pagar as contas trabalhando com criação de sites, edição e diagramação de livros e arte digital.

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