Crônica – BBB – Big Brother Barata – 3ª Parte

Hoje entendo claramente os desesperados, os mendigos e os suicidas. Geralmente foram amantes que tem uma história de dedicação a seus parceiros e de que uma forma ou de outra foram traídos. Ou não correspondidos. Ou usados. Os desesperados matam a origem de seu desespero. Entra ai os chamados “Crimes de Amor”, outros abandonam tudo e se tornam mendigos. Os terceiros enfiam o cano de um revolver na boca e atiram.  Compreendo todos e conheci inúmeros que tomaram uma ou outra decisão. Não farei nada disso: amei demais, mas não sou desesperado o suficiente para matar alguém. Ser mendigo é muito chato e sou higiênico o suficiente para ser um. Meter uma bala na boca? Só se for de mel. Minha arma é de plástico e sou covarde o suficiente para não fazer isso. Aliás, o principal: ninguém merece uma vida. A minha vida, não vou me imolar feito um cordeiro santo em nome de ninguém que não soube compreender, ou não quis, o amor que eu dediquei. Não sou religioso, não acredito em re-encarnação nem em coisas do céu. Portanto, meu lugar é aqui mesmo. São e salvo. Sempre existe alguém que valha a pena, ainda acredito.

Ontem conheci uma mulher de uns trinta e poucos anos, descasada, descompromissada. Um desejo á flor da pele e eu, com minha libido em baixa achei que ia dar vexame. Fui sincero e abri o jogo. Ai entra a questão da Verdade, não do Jogo da Verdade. Quando existe Verdade existe Tesão, existe Amor, existe… Prazer. Descortinados e mortos todos os traumas, porque a Verdade mata tudo que é ruim. A Verdade floresce o que é bom. A Verdade desperta o Tesão. A hipocrisia me broxa. A falsidade me enoja. Amor é o que importa e se Deus existe é em Amor. Se o Diabo existe, ele não é não o pai do Rock, é a mãe da Hipocrisia e da Falsidade, duas gêmeas imundas e hermafroditas.

Qual é a Verdade do Tesão? Qual a Verdade do Desejo? Do Orgasmo sincero, porque todo o orgasmo tem que ser sincero. Não beba antes de fazer sexo, a vitima pode ser você. Não beba nem se drogue antes de fazer sexo, o Ministério da Saúde adverte, pode ser prejudicial a sua alma.  Sexo é ótimo, com Prazer é melhor, isso pode parecer redundante, mas pense bem, olhe do seu lado e verá que não é tão redundante. Sexo com Amor, seja ele qual for, é melhor ainda. Aliás, tem que ser assim. Ora, “vá dormir, garota, que você está bêbada e eu não vou te comer!” Se você é mulher e  já ouviu isso, olhe no espelho e diga: “Que porcaria eu sou? Que lixo eu sou?”. Aliás, esse termo “comer” não é além de chulo e machista, tem um contexto real: quando a gente come, se nutre, se farta e o prato fica vazio, a comida… Vira nada. Entenderam? Conheci mulheres que diziam assim: “Fulano já me comeu!” Que ridículo! O que sobrou da “comida”? Na melhor das hipóteses, apenas o resto. E resto só quem come é quem está faminto… Ou desesperado. Mulheres assim estou fora!

Nas décadas de 50, 60 muitas e gloriosas mulheres lutaram por direitos iguais aos homens. Queriam direitos civis, de igualdade social etc. O que fizeram com isso? Não se contentaram em “conquistar” esses direitos, que nem eram não importantes assim, mas pegaram todos os defeitos e sujeiras que os machistas usavam, que era usar as pessoas, trair, usar e subjugar e incorporaram ao chamado Universo Feminino. Sabem no que se transformaram? Não em mulheres independentes, como acreditam, mas apenas em mulheres vulgares, sem mais nenhum encanto feminino, e não estou absolutamente falando em sem “donas de casa” passivas e outras babaquices. Adquiriram trejeitos, formas de pensar e agir abrutalhadas e sem sensibilidade. Enfim se tornaram homens com uma buceta e um par de peitos. Acordem, senhoras!

1/27/2006

Barata, nascido Luiz Carlos, no dia do Anti-Natal do ano da Graça do nascimento de Bruce Dickinson, Madonna, Michael Jackson, Cazuza e Tim Burton, é poeta, romancista, ensaista e contista, além de produtor de eventos e artista plástico. Cresceu escutando Beatles, Black Sabbath, Rush e Pink Floyd. Participou da geração mimeógrafo nos anos 1970, mas quando chegaram os filhos deixou de ser poeta e foi tentar ser homem, o que no entender de Bukowski é bem mais difícil. Trabalhou como office-boy, bancário e projetista de brinquedos. Apesar de ter escrito milhares de textos nunca ganhou um prêmio literário. Foi apaixonado por Janis Joplin, Grace Slick  e Patti Smith; casou quatro vezes e Atualmente procura pagar as contas trabalhando com criação de sites, edição e diagramação de livros e arte digital.

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