Crônica – Em Busca da Mulher-Barata

Sou uma pessoa pública! Há 11 anos criei um site na Internet que tem atualmente milhares de freqüentadores diários. Escrevi oito livros de poesias, tenho milhares de textos publicados na Internet, em meu e outros sites, blogs etc. Organizei 5 festivais de Rock e fui responsável por alguns sites de bandas. Tenho, portanto uma vida ativa e criativa. Meus poemas são copiados e colados em centenas de sites e blogs, felizmente na maioria das vezes com referência a mim como autor. Tenho um programa semanal em um Web Rádio e já dei dezenas de entrevistas em áudio e texto a vários sites, sem contar entrevistas a TV Cultura.

Sou uma pessoa pública, mas sem um centavo no bolso! Essa é a parte chata da coisa. Tenho uma certa fama, ao menos em alguns nichos, mas nunca auferi um níquel furado com a quase-fama que  conquistei. Uma conquista baseada em milhares de dias seguidos a frente do computador, programando, escrevendo, desenhando, editando… Abri mão de muita coisa para manter no ar um projeto que acredito forte e consistente, que tem, até indo na contramão de algumas opiniões, importância cultural.

Sou uma pessoa pública que sempre expôs seu pensamento e suas dores em público. Nunca escondi nada, nem me escondi de ninguém. Participo de todas as chamadas redes sociais (Twitter, Orkut, My Space, etc.) e sempre tudo muito aberto e cristalino.

Sou uma pessoa pública e honesta em todos os sentidos. Principalmente no sentido da honestidade de sentimentos expostos em meus textos. Sempre fui verdadeiro, jamais escrevi uma linha que não estivesse sentindo. Mas, todos sabem que literatura é sempre um tanto autobiográfica, no sentido de que um escritor sempre coloca algo, pouco ou muito de sua própria vivência em seus textos. Mas isso não quer dizer que uma poesia seja biográfica. Uma poesia pode conter referências a uma ou várias pessoas em uma única estrofe. E a não ser que alguém seja citado textualmente, ninguém, absolutamente ninguém poderá alegar pessoalidade. Quando escrevo, falo sempre de mim, a não ser quando citado, portanto, a única pessoalidade ali presente é a minha.

Dentro do Universo de Internet, nunca me escondi por trás de pseudônimos ou “fakes”, usando o jargão comum na mídia. Tenho dentro do Orkut um perfil totalmente aberto onde qualquer pessoa, mesmo de fora de minhas listas pode entrar e colocar recados, mensagens etc. As poesias e demais textos publicados em meu site estão abertos a quem quiser, apenas solicito que as pessoas me informem da publicação, coisa que nem sempre acontece.

Mas o que causa muita estranheza de minha parte são os fatos que têm acontecido ultimamente, como a criação de “fakes” e perfis com a intenção clara de prejudicar a mim e que usam até pessoas de minha família. Isso tem sido uma constante e tenho ideia de algumas pessoas que podem estar por trás de atos dessa natureza. Tomei as providências necessárias com relação a esses fatos.

O último caso que tive conhecimento foi a criação de um “fake”, nojento e mal elaborado de alguém que usa o nome de uma de minhas poesias, sem fotos e usando do nome de comunidades com o objetivo claro de denegrir minha imagem pública.  O ser que criou tal perfil coloca inúmeros aspectos pessoais meus e induz ao leitor a criar uma imagem torpe de minha pessoa usando de falsas informações íntimas. Uma pessoa claramente desequilibrada e que, não tendo a capacidade de ser algo, procura ser o que não é, e ter o que não pode. Um ser covarde que se esconde por trás de “fakes” não merece crédito? Talvez! Apesar de que estou certo de que pretende é justamente chamar minha atenção e pegar carona… Mas perdeu a viagem. A razão do presente texto é apenas alertar para que, qualquer tentativa de alguém se passar por mim ou qualquer  perfil em Orkut que não seja claramente o meu, não deve ser levado em consideração.

Mas conforme começo o presente texto: sou uma pessoa pública, ativa e que tem uma carga criativa e intelectual que causa mesmo inveja e cobiça em pessoas pobres de espírito e de outras coisas mais. Não tenho um centavo furado, mas tenho uma riqueza que nenhum dinheiro poderá comprar. E não creiam na imputabilidade de seus atos. A Internet não é uma terra de ninguém.

11/5/2009

Barata, nascido Luiz Carlos, no dia do Anti-Natal do ano da Graça do nascimento de Bruce Dickinson, Madonna, Michael Jackson, Cazuza e Tim Burton, é poeta, romancista, ensaista e contista, além de produtor de eventos e artista plástico. Cresceu escutando Beatles, Black Sabbath, Rush e Pink Floyd. Participou da geração mimeógrafo nos anos 1970, mas quando chegaram os filhos deixou de ser poeta e foi tentar ser homem, o que no entender de Bukowski é bem mais difícil. Trabalhou como office-boy, bancário e projetista de brinquedos. Apesar de ter escrito milhares de textos nunca ganhou um prêmio literário. Foi apaixonado por Janis Joplin, Grace Slick  e Patti Smith; casou quatro vezes e Atualmente procura pagar as contas trabalhando com criação de sites, edição e diagramação de livros e arte digital.

5 1 Vote
Article Rating
Assinar
Notificação de
guest
0 Comentários
Inline Feedbacks
Ver Todos os Comentários