Crônica – Foda-se!!!!

“Jagunço ou capanga é o nome que se dá, no Nordeste do Brasil, ao indivíduo que, usando de armas, prestava-se ao trabalho paramilitar de proteção e segurança aos líderes políticos.” – Wikipaedia – A Enciclopédia Livre

 

Têm horas que tenho verdadeira aversão por pertencer à mesma classe biológica, ter a mesma composição orgânica, de outros seres ditos humanos”. Ser humano pra mim, na maioria das vezes é motivo de vergonha e não de ufanismo. Do mesmo jeito que ser brasileiro e principalmente a pertencer à família a qual pertenço. Não pedi nada dessas coisas. Sou eu, apenas eu e não devo nada a ninguém – tirando financeiras, bancos e lojas, mas isso é divida financeira, que se paga ou não. Não devo nada a ninguém nos quesitos relacionados à vida. Não devo nada da espécie humana por ser um, não devo nada a essa porcaria de país cheio de gente da pior espécie de gente, vagabunda e desonesta e, principalmente não devo nada a família nenhuma. Nasci de uma trepada e nada mais, não esqueço disso. Minha educação foi aquela machista e ignorante baseada nos padrões italianos de estupidez e falta de educação. E portanto não quero saber de nada disso. Pudesse, mudaria meu sobrenome e nome, que não fui eu quem escolheu. Quero apenas as coisas, pessoas e fatos que eu escolhi para mim. E o que escolhi foi ficar longe de pessoas, coisas e fatos que me fazem mau, que tiram minha paz, que querem controlar minha vida, dominar.

Não devo nada a ninguém, nem ninguém a mim, portanto não aceito cobranças em minha porta, nem em lugar nenhum. A espécie humana que vá bater em outra freguesia, a nação brasileira que vá para a China e quanto à família, para a puta que o pariu.

Ao longo de minha vida fui escorraçado e alijado das coisas que eram minhas por direito, sempre fraquejei e cedi aos encantos, mas chegou um momento em que a fome, a rua e a solidão me ensinaram muitas coisas. E aprendi muito com elas. Ao meu lado quero pessoas que gostem de verdade de mim, que não tenham a pretensão de dominar meus pensamentos, controlar minha vida.

Ninguém está sozinho, ninguém pode ter a pretensão de se esconder na Internet. Mas não me escondo, apenas não quero ser achado, o que é bem diferente. Existe um terrorismo mental à solta na Internet, fantasmas que aparecem que têm a pretensão de abrir feridas, causar discórdias… Mas fantasmas também morrem. Não ousem perturbar meu sossego, fantasmas e seres das imundices chafurdem na lama, porcos sem asas, enterrem seu pescoço em sua própria merda e desapareçam. Lugar de lixo é no lixo. E vocês são pior que lixo, pois lixo pode ser reciclado.

Não tentem, portanto, porcos sem asas, atravessar meu caminho. Não apareçam em minha frente, nem em forma de bites, A fome, a rua e a solidão modificam uma pessoa, lhe trazem dor e ódio ao coração, uma dureza que não se controla. Portanto não esperem de mim um coração abrandado nem mole, porque não terão! Não tenho dó nem piedade de ninguém e a vingança… essa se come gelada… Fique na mesquinhez da sua ignorância e nem precisam me devolver o que roubaram de mim, porque tudo que tiraram de mim vocês perderam> E alguém senão eu, irá lhes tomar o que tiraram. Minha Paz eu tenho e a sua? Não provoquem minha ira, pois não gostarão do que irão encontrar. Enfiem sua curiosidade e seu desejo nos rabos imundos. No túmulo de Buk está escrito: “Don’t Try” (“Nem Tente!”) e apenas ele sabia porque mandou escrever isso. Será que eu preciso abanar uma tabuleta na minha testa escrito, “Me Deixe Em Paz!” ou então, melhor ainda: “Fodam-se!” ???  No mais, ninguém chuta cachorro morto e dar pra mim ninguém quer, e se quiser, vai ficar querendo pois não enfio meu pau em qualquer rabo nojento cheirando a bacalhau podre. Bate uma e vai dormir!

Arrancaram tudo o que podiam de mim, mas esqueceram da minha cabeça, da capacidade de regeneração de uma barata que não teve sua cabeça arrancada. Têm nojo de barata? Que lindo! Então desapareça! E nem adianta vir com chinelinhos e aerosol, porque essa barata aqui cresceu e quer Paz. Mas não hesitarei um só momento em declarar guerra eterna àqueles que resolverem se materializar em minha frente, seja de que forma for. No mais: “Foda-se!”

4/30/2008

Barata, nascido Luiz Carlos, no dia do Anti-Natal do ano da Graça do nascimento de Bruce Dickinson, Madonna, Michael Jackson, Cazuza e Tim Burton, é poeta, romancista, ensaista e contista, além de produtor de eventos e artista plástico. Cresceu escutando Beatles, Black Sabbath, Rush e Pink Floyd. Participou da geração mimeógrafo nos anos 1970, mas quando chegaram os filhos deixou de ser poeta e foi tentar ser homem, o que no entender de Bukowski é bem mais difícil. Trabalhou como office-boy, bancário e projetista de brinquedos. Apesar de ter escrito milhares de textos nunca ganhou um prêmio literário. Foi apaixonado por Janis Joplin, Grace Slick  e Patti Smith; casou quatro vezes e Atualmente procura pagar as contas trabalhando com criação de sites, edição e diagramação de livros e arte digital.

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