Crônica – Woodstarkus – Uma Celebração á Paz

Quando o Paulo e o Carlos me pediram para falar algo lá, no microfone, em função do meu pequeníssimo trabalho em prol da Woodstarkus, não me achei no direito, mas aceitei de bom grado. E o que falei lá, repito aqui: tenho orgulho de ter participado da Tarkus, como frequentador, 30 anos atrás e estar de volta ali, com gerações se misturando, numa verdadeira Festa do Rock.

 Um clima de Paz, Amor e Rock’n’Roll, que faz ainda a gente acreditar nesse “sonho eterno de Rock’n’Roll”

 E espero que no próximo ano estejamos comerando 31… E depois 32, 35, 40… Log Live Rock’n’Roll, Long Live Tarkus… Podem ter certeza, Carlos e Paulo, que ganharam um irmão nessa empreitada! Abrazzzzzzzzzzzzzzzzzz

E até 2010!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

O texto acima, depoimento escrito na Comunidade da Tarkus reflete o sentimento que tomou a mim em função do Woodstarkus. Muita gente conhece algumas histórias minhas com relação aquele salão que no final da década de 1970 proporcionou momentos fantásticos.

Histórias como aquela de um acidente de carro que sofri no dia da apresentação da Patrulha do Espaço, com o carro capotando e eu não soltando meus discos… Foi por causa de um texto meu contando essa história que o Paulo, quase três décadas depois me encontrou na Internet.

Quando eles, Paulo e Carlos, comentaram sobre o encontro, arregacei as mangas e me propus a ajudar no que pudesse. E esperamos a chegada desse dia, feito crianças a espera do Natal, já que a Woodstarkus aconteceria menos de uma semana antes do Natal.

Quando cheguei ao Salão do Corinthinha, mesmo local onde aconteciam as “Festas de Rock” da Tarkus nos idos tempos, uma emoção forte tomou conta de mim, absolutamente. Aquelas paredes, o mesmo palco e principalmente o mesmo clima, amistoso, irmão. recepcionado alegremente pelo Paulo, apresentado á sua família, pais, irmã, fui recebido como um autêntico filho de uma família.

Várias gerações de roqueiros, com bandas onde pais e filhos dividiam o palco, cabelos brancos – ou falta deles – de um lado, cabeludos imberbes do outro e um clima de quase indescritível amizade. A paz… Bandas se revezando no palco, fotos de antigos cartazes e flyers da Tarkus. Tudo, tudo certo, meu irmão!

Barata Suicida e Hot Monsters, banda do pai, banda da filha… E por ai foi. A simpatia de Ninha Plant sempre acompanhada do Bardão; amigos antigos, novos amigos… Sempre amigos… Banda tocando, o pai de Paulo balançando a cabeça branca… Barata Suicida ou A Barata? Pouco importa quando somos todos irmãos.

Não era uma balada, mesmo porque começou ás 11 da manhã e acabou por volta das oito e pouco da noite. Um festival de Rock? Não, também não! O que era aquilo, então? Apenas quem esteve ali, compartilhando aquelas horas de “Sonho eterno de Rock’n’Roll”, de Paz e confraternização irá entender o que tento descrever.

Agora, retomo o primeiro parágrafo do texto escrito no Orkut: dias depois quando fui ver as fotos tiradas pela Ninha, compreendi realmente o papel que eu representava ali, entendi porque o Paulo fez tanta questão da minha presença ali, naquele momento. Ele sabe porque e eu também, agora compreendo. E sei o porque de todo aquele clima: A Celebração da Paz, prova de que por mais violenta que seja uma sociedade ainda podemos ter a Paz. Que a Paz é possível.

Um brinde á todos aqueles que acreditam na Paz e no Rock’n’Roll! Um brinde, Carlão, Paulo e.. Um brinde á Vida!!!!!!!!!!!!!

12/25/2009

Barata, nascido Luiz Carlos, no dia do Anti-Natal do ano da Graça do nascimento de Bruce Dickinson, Madonna, Michael Jackson, Cazuza e Tim Burton, é poeta, romancista, ensaista e contista, além de produtor de eventos e artista plástico. Cresceu escutando Beatles, Black Sabbath, Rush e Pink Floyd. Participou da geração mimeógrafo nos anos 1970, mas quando chegaram os filhos deixou de ser poeta e foi tentar ser homem, o que no entender de Bukowski é bem mais difícil. Trabalhou como office-boy, bancário e projetista de brinquedos. Apesar de ter escrito milhares de textos nunca ganhou um prêmio literário. Foi apaixonado por Janis Joplin, Grace Slick  e Patti Smith; casou quatro vezes e Atualmente procura pagar as contas trabalhando com criação de sites, edição e diagramação de livros e arte digital.

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