Depoimento – Genecy Souza

Um das coisas mais trabalhosas para mim é poder acompanhar a obra do Barata como um todo. Não que isso seja algo enfadonho ou irrealizável, mas pela quantidade casada com a qualidade. O blog, os livros, as revistas, os discos, e até mesmo a webradio (por ora inativa) dadas suas características REALMENTE independentes, fazem do cara — ainda que ele refute isso — uma figura revolucionária, dentro o atual (e infeliz) contexto sócio-político em que estamos metidos, ainda que não queiramos.

Pelo pouco tempo que venho acompanhando e assimilando a obra do Barata, o que percebo nele é a força da vontade suplantando todas as dificuldades, além da recusa em se deixar submeter por outras vontades, castradoras e padronizadoras de talentos, condenados a uma eterna “estadodependência”, e obrigados à condescedências e omissões, por causa de uma não documentada troca de favores com governos fortemente chegados ao controle total sobre tudo e todos. Pensar livre neste mal parido século 21 já é algo realmente subversivo. O Barata é um subversivo e, por tabela, somos também subversivos por consumir sua arte, que nunca será chapa branca.

No momento em que escrevo este comentário, está rolando Seren Goch 2332, a ópera-rock que alude ao totalitarismo, seja ele casca grossa ou “light”, este, no momento em voga neste país, (des)governado pelo partido da estrela vermelha. Tétrico isto. Contudo, esta é a realidade que apresenta, e é dela que temos que nos defender e combater, com as as armas que dispomos. Pensar livre é uma delas. Jukebox, 24/08/2014

Genecy Souza, o maior incentivador de Barata, Leitor Manaus – AM

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