Poesia – Ato de Fé

Ontem pedi a ela: – Chupa o meu pau, desgraçada!
Ela me olhou e sorriu fazendo uma cara engraçada
Depois segurou o caralho e engoliu até a garganta
E chupou com tanto fervor que parecia uma santa.

Seu nome era Maria e ela chupava cheia de graça
E eu pensei que aquilo poderia ser minha desgraça
Mas antes de pesar minha sorte jorrei na sua cara
E ela lambeu até o fim e tudo era apenas uma tara.

Agora a pouco eu falei: – Me dá o cu, cadela maldita!
E ela me olhou com jeito de alguém que não acredita
Depois abriu as pregas e empurrei forte na sua bunda
E ela rezava alto, todas as preces de uma vagabunda.

De todas as preces do mundo, uma era verdadeira
Aquela que recitava fervorosa a minha puta freira
E de todas as deidades, uma delas era a mais divina
E o seu nome na ordem religiosa era Irmã Cristina.

05/02/2015

Do Livro:
Troco Poesia Por Dinamite
Editor’A Barata Artesanal, 2014

Barata, nascido Luiz Carlos, no dia do Anti-Natal do ano da Graça do nascimento de Bruce Dickinson, Madonna, Michael Jackson, Cazuza e Tim Burton, é poeta, romancista, ensaista e contista, além de produtor de eventos e artista plástico. Cresceu escutando Beatles, Black Sabbath, Rush e Pink Floyd. Participou da geração mimeógrafo nos anos 1970, mas quando chegaram os filhos deixou de ser poeta e foi tentar ser homem, o que no entender de Bukowski é bem mais difícil. Trabalhou como office-boy, bancário e projetista de brinquedos. Apesar de ter escrito milhares de textos nunca ganhou um prêmio literário. Foi apaixonado por Janis Joplin, Grace Slick  e Patti Smith; casou quatro vezes e Atualmente procura pagar as contas trabalhando com criação de sites, edição e diagramação de livros e arte digital.

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