Poesia – Calipígias

Eu, que amo bucetas do mesmo jeito que mentes
Que amo por que amo e só sei gostar de dementes
Mas porque amo tanto foder um cu e as beiradas
É que amo tanto as putas, as loucas ou as taradas.

Mas logo eu, que tanto gosto de bucetas sem pelos
Lisas feito bundas de anjos que adoro sem cabelos
Logo eu, sim logo eu, que gosto de lamber bundas
Mas gosto muito quando fodo cus de vagabundas.

Sim, minhas caras, gosto de lambuzar-lhes o rosto
Esporrar-lhes na garganta e dar da porra o gosto
E se penetrar nas entranhas de putas sujas é o mal
Prefiro esporrar no ventre de santas em dia normal.

Enfim eu que não creio em deusas de forma alguma
Gosto de chamar de santa e rainha a qualquer uma
Que saiba e goste de foder de forma doce e celestial
E me chame por demônio ou qualquer coisa bestial.

14/01/2014

Do Livro:
Troco Poesia Por Dinamite
Editor’A Barata Artesanal, 2014

Barata, nascido Luiz Carlos, no dia do Anti-Natal do ano da Graça do nascimento de Bruce Dickinson, Madonna, Michael Jackson, Cazuza e Tim Burton, é poeta, romancista, ensaista e contista, além de produtor de eventos e artista plástico. Cresceu escutando Beatles, Black Sabbath, Rush e Pink Floyd. Participou da geração mimeógrafo nos anos 1970, mas quando chegaram os filhos deixou de ser poeta e foi tentar ser homem, o que no entender de Bukowski é bem mais difícil. Trabalhou como office-boy, bancário e projetista de brinquedos. Apesar de ter escrito milhares de textos nunca ganhou um prêmio literário. Foi apaixonado por Janis Joplin, Grace Slick  e Patti Smith; casou quatro vezes e Atualmente procura pagar as contas trabalhando com criação de sites, edição e diagramação de livros e arte digital.

5 1 Vote
Article Rating
Assinar
Notificação de
guest
0 Comentários
Inline Feedbacks
Ver Todos os Comentários