Poesia – Esparrela

Eu? Quero foder a tua bunda
E te chamar por vagabunda
E a rima? Cala a boca imunda
Que o vento ruge e te inunda.

Eu? Quero bater outra punheta
E gozar na tua boca de sarjeta
Rima tosca: dá-me a tua buceta
Que o tempo urge na ampulheta.

Mas e eu? Quero ser chupado agora
Esporrar na tua língua, bela senhora
Quanto a rima? A minha ela te adora
E que a porra a sufoque sem demora.

Ah, eu? Quero apenas ter a tua foda
Te comer completa e a minha moda
Mas a rima? Foda-se capo e a coda
Pois a mim, a tua vida me incomoda.

E eu? Te quero foder feito uma cadela
Pelas esquinas, de quatro na esparrela
E quanto à rima, pense apenas naquela
Que te digo quando te chamo de bela.

Ainda eu? Pois quero gozar na tua cara
Esparramar porra e realizar a minha tara
Enquanto a rima, é o que cura e não sara
Porque nunca acaba aquilo que não para.

20/05/2014

Do Livro:
Troco Poesia Por Dinamite
Editor’A Barata Artesanal, 2014

Barata, nascido Luiz Carlos, no dia do Anti-Natal do ano da Graça do nascimento de Bruce Dickinson, Madonna, Michael Jackson, Cazuza e Tim Burton, é poeta, romancista, ensaista e contista, além de produtor de eventos e artista plástico. Cresceu escutando Beatles, Black Sabbath, Rush e Pink Floyd. Participou da geração mimeógrafo nos anos 1970, mas quando chegaram os filhos deixou de ser poeta e foi tentar ser homem, o que no entender de Bukowski é bem mais difícil. Trabalhou como office-boy, bancário e projetista de brinquedos. Apesar de ter escrito milhares de textos nunca ganhou um prêmio literário. Foi apaixonado por Janis Joplin, Grace Slick  e Patti Smith; casou quatro vezes e Atualmente procura pagar as contas trabalhando com criação de sites, edição e diagramação de livros e arte digital.

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