Poesia – Pinto

De preto e branco pinto flores
E em mil cores pinto as dores.

Pinto máscaras sobre o rosto
E em telas não tenho o gosto.

Com o branco pinto a morte
E com o preto a minha sorte.

Mas não pinto telas sobre amor
Em minha paleta não há tal cor.

Não sou pintor e palavras o que pinto
Das cores transparentes que eu sinto.

Pinto, e com o meu pinto jorro a tinta
E não podes ver cor a menos que sinta.

24/02/2013

Do Livro:
Troco Poesia Por Dinamite
Editor’A Barata Artesanal, 2014

Barata, nascido Luiz Carlos, no dia do Anti-Natal do ano da Graça do nascimento de Bruce Dickinson, Madonna, Michael Jackson, Cazuza e Tim Burton, é poeta, romancista, ensaista e contista, além de produtor de eventos e artista plástico. Cresceu escutando Beatles, Black Sabbath, Rush e Pink Floyd. Participou da geração mimeógrafo nos anos 1970, mas quando chegaram os filhos deixou de ser poeta e foi tentar ser homem, o que no entender de Bukowski é bem mais difícil. Trabalhou como office-boy, bancário e projetista de brinquedos. Apesar de ter escrito milhares de textos nunca ganhou um prêmio literário. Foi apaixonado por Janis Joplin, Grace Slick  e Patti Smith; casou quatro vezes e Atualmente procura pagar as contas trabalhando com criação de sites, edição e diagramação de livros e arte digital.

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