Poesia – Puta Sagrada

Amo muito beijar tua enorme e bela bunda
Minha faminta , doce e deliciosa vagabunda
E no teu cu que me espreita, bato punheta
Enfiando meu caralho duro em tua buceta.

Se faço poemas sem jeito é que sou desajeitado
E se antes fui um rei deposto, morto e rejeitado
Agora gozo com gosto no meio dos teus dentes
E te chamo de vadia e outros termos indecentes.

Nos comemos com gosto de setembro até agosto
E nos engolimos, doces e amargos, sem desgosto
Sou Lou Reed em Guaianases e és a minha viciada
Minha heroína, droga legal, minha puta seviciada.

Baudelaire poria em teu bordel inteiro o verso
E eu coloco no teu corpo todo o meu universo
Taiguara morto e penso em apenas um segundo
Que és uma dama e eu apenas poeta vagabundo.

Deixamos jorrar nossos líquidos nas nossas caras
Siriricas e punhetas, são os sucos das nossas taras
Não há silêncio, nem quietudes mansas ao prazer
Então buscamos os limites do que podemos fazer.

Em todos os estados da matéria nos transformamos
Vamos de líquido a sólido e gasoso quando gozamos
Perto dos limites perigosos enfrentamos nossos medos
E descobrimos que somos maiores que nossos segredos.

Eu quero ser, juntos, todos teus antigos amantes
Fazendo agora tudo o que poderia ter feito antes
Te foder por nove, por dez e por cem mil e um
E te fazer acreditar que não precisas de nenhum.

E te consagro agora sobre o altar da minha religião
A puta entre as putas, a sagrada dentre uma legião
E ao despejar em tua boca, a hóstia liquida de mim
Te faço deusa entre as putas até os tempos sem fim.

8/01/2014

Do Livro:
Troco Poesia Por Dinamite
Editor’A Barata Artesanal, 2014

Barata, nascido Luiz Carlos, no dia do Anti-Natal do ano da Graça do nascimento de Bruce Dickinson, Madonna, Michael Jackson, Cazuza e Tim Burton, é poeta, romancista, ensaista e contista, além de produtor de eventos e artista plástico. Cresceu escutando Beatles, Black Sabbath, Rush e Pink Floyd. Participou da geração mimeógrafo nos anos 1970, mas quando chegaram os filhos deixou de ser poeta e foi tentar ser homem, o que no entender de Bukowski é bem mais difícil. Trabalhou como office-boy, bancário e projetista de brinquedos. Apesar de ter escrito milhares de textos nunca ganhou um prêmio literário. Foi apaixonado por Janis Joplin, Grace Slick  e Patti Smith; casou quatro vezes e Atualmente procura pagar as contas trabalhando com criação de sites, edição e diagramação de livros e arte digital.

5 1 Vote
Article Rating
Assinar
Notificação de
guest
0 Comentários
Inline Feedbacks
Ver Todos os Comentários