Poesia – Sexo dos Esqueletos

E então morreremos juntos, amada que pulsa por mim
E se longo ou se curto, nosso tempo chegará ao seu fim
E teremos por ultimo lar um tumulo gelado e escuro
E tua buceta estará morta, mas meu pau ainda duro.

E jurastes foder comigo até a morte, e chegou sua hora
E mortos estão todos aqueles que a morte ainda ignora
E então comamo-nos, amada, antes dos bichos escrotos
E até que nossos corpos líquidos escorram aos esgotos.

E da minha cova gritarei obscenidades em teus mortos ouvidos
E te chamarei ao meu caixão, gostosa, igual aos tempos vividos
E a tua boca morta chupará meu pau, podre igual a tua vagina
E arrancarei tua mortalha e faremos tudo que ninguém imagina.

E quando enfim a sepultura abrirem no dia de finados
E aos olhos dos vivos pareceremos um par de refinados
E encontrarão dois esqueletos abraçados, a nudez total
E então saberão que tivemos nosso ultimo gozo mortal.

21/01/2015

Do Livro:
Troco Poesia Por Dinamite
Editor’A Barata Artesanal, 2014

Barata, nascido Luiz Carlos, no dia do Anti-Natal do ano da Graça do nascimento de Bruce Dickinson, Madonna, Michael Jackson, Cazuza e Tim Burton, é poeta, romancista, ensaista e contista, além de produtor de eventos e artista plástico. Cresceu escutando Beatles, Black Sabbath, Rush e Pink Floyd. Participou da geração mimeógrafo nos anos 1970, mas quando chegaram os filhos deixou de ser poeta e foi tentar ser homem, o que no entender de Bukowski é bem mais difícil. Trabalhou como office-boy, bancário e projetista de brinquedos. Apesar de ter escrito milhares de textos nunca ganhou um prêmio literário. Foi apaixonado por Janis Joplin, Grace Slick  e Patti Smith; casou quatro vezes e Atualmente procura pagar as contas trabalhando com criação de sites, edição e diagramação de livros e arte digital.

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