Poesia – Traição e Vingança

Um dia decerto irás trair e não será apenas por puro desejo
Mas por vaidade, por insegurança ou apenas por um ensejo
E não adianta pedir desculpas tolas antes de alguma traição
Pois a fidelidade é mentira e a verdade apenas a contradição.

Decerto que um dia, por um sortilégio, carência ou safadeza
Trairás a verdade em que acreditas, a bondade da malvadeza
E tão certo quanto o que escrevo, que não pertences a mim
Saberás que trair é apenas o começo, e mentir é que é o fim.

Certo estou de que um dia a outros darás tua bunda e buceta
E tão certo quanto segredos, em teu cu baterão uma punheta
E nesse momento com o ódio que inflama teu útero desejoso
Desfalecerás em gozo efêmero com gosto de caráter duvidoso.

Mas se tuas pregas a outro arregaçar, maldita sejas à eternidade
E estarei por toda sua existência atormentando a tua serenidade
E aquele te chama de amante, de esposa e de bela musa poética
Te dará dor maior que poderá suportar tua carcaça esquelética.

18/02/2014

Do Livro:
Troco Poesia Por Dinamite
Editor’A Barata Artesanal, 2014

Barata, nascido Luiz Carlos, no dia do Anti-Natal do ano da Graça do nascimento de Bruce Dickinson, Madonna, Michael Jackson, Cazuza e Tim Burton, é poeta, romancista, ensaista e contista, além de produtor de eventos e artista plástico. Cresceu escutando Beatles, Black Sabbath, Rush e Pink Floyd. Participou da geração mimeógrafo nos anos 1970, mas quando chegaram os filhos deixou de ser poeta e foi tentar ser homem, o que no entender de Bukowski é bem mais difícil. Trabalhou como office-boy, bancário e projetista de brinquedos. Apesar de ter escrito milhares de textos nunca ganhou um prêmio literário. Foi apaixonado por Janis Joplin, Grace Slick  e Patti Smith; casou quatro vezes e Atualmente procura pagar as contas trabalhando com criação de sites, edição e diagramação de livros e arte digital.

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