Poesia – Versos Orgânicos – 10 – Fodendo de Graça

Nada peças, perfumada criatura que agora neste motel de quinta
A enrabo, fodo, como e arrombo sem pagar nem cem nem trinta
Porque sou Poeta e poetas tem pelas putas uma perfeita adoração
Então a muitas comi de graça, a outras eu paguei com o coração.

Nem um dinheiro lhe pago por sua foda, pois a fodo por querer
E sequer uma moeda por sua buceta há de mim então receber
E é também de graça que lhe como, não sou um bosta cafetão
Apenas quero em troca o seu gozo, um relincho e um bofetão.

Acaso gostes muito de dinheiro e das putas sejas a mais abusada
Moedas enfiarei em seu rabo, e notas em sua buceta lambuzada
E a farei gozar tanto que jamais dinheiro algum lhe bastará
E nenhum dinheiro no mundo, jamais ao seu prazer restará.

Querida viciada esqueçamos as coisas do mundo mundano
E fodamos gostoso escondidos neste motel sujo e suburbano
Pague uma bebida, que eu lhe como sem colher e sem o prato
Com graça e de graça eu lhe fodo gostoso, esse é o nosso trato.

Do Livro:
“Versos Orgânicos”, 2012
Editor’A Barata Artesanal

Barata, nascido Luiz Carlos, no dia do Anti-Natal do ano da Graça do nascimento de Bruce Dickinson, Madonna, Michael Jackson, Cazuza e Tim Burton, é poeta, romancista, ensaista e contista, além de produtor de eventos e artista plástico. Cresceu escutando Beatles, Black Sabbath, Rush e Pink Floyd. Participou da geração mimeógrafo nos anos 1970, mas quando chegaram os filhos deixou de ser poeta e foi tentar ser homem, o que no entender de Bukowski é bem mais difícil. Trabalhou como office-boy, bancário e projetista de brinquedos. Apesar de ter escrito milhares de textos nunca ganhou um prêmio literário. Foi apaixonado por Janis Joplin, Grace Slick  e Patti Smith; casou quatro vezes e Atualmente procura pagar as contas trabalhando com criação de sites, edição e diagramação de livros e arte digital.

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