Poesia – Versos Orgânicos – 12 – Chupeta

Quero agora lhe ensinar a forma de chupar direito meu pinto
E uma boa chupada é das coisas mais deliciosas que eu sinto:
Segure o caralho com as duas mãos, firme mas com brandura
Depois circunde a cabeça do pau com a língua e sem frescura.

Uma das mãos agora tem que acariciar o meu saco escrotal
Mexendo nas bolas com carinho que isso é uma delicia total
A outra levemente punhéta, os lábios mordiscando a cabeça
Então enfia o caralho na boca inteiro, até que ele desapareça.

Chupa então, chupa com gula, com o desejo, com a voracidade
Sorvete quente, bala de hortelã, chupa com fome e necessidade
Chupa, punhéta e mexe nas bolas enquanto lhe seguro os cabelos
Prenda a respiração e engula inteiro, depois cuspa os meus pelos.

Limpa os lábios que eu quero agora lhe beijar a boca nojenta
A boca quente agora enlaça minha língua que não aguenta
E ainda assim minha boca procura o mesmo caminho do cacete
Lhe fazendo gemer em notas musicais, desafinada e em falsete.

 

Do Livro:
“Versos Orgânicos”, 2012
Editor’A Barata Artesanal

Barata, nascido Luiz Carlos, no dia do Anti-Natal do ano da Graça do nascimento de Bruce Dickinson, Madonna, Michael Jackson, Cazuza e Tim Burton, é poeta, romancista, ensaista e contista, além de produtor de eventos e artista plástico. Cresceu escutando Beatles, Black Sabbath, Rush e Pink Floyd. Participou da geração mimeógrafo nos anos 1970, mas quando chegaram os filhos deixou de ser poeta e foi tentar ser homem, o que no entender de Bukowski é bem mais difícil. Trabalhou como office-boy, bancário e projetista de brinquedos. Apesar de ter escrito milhares de textos nunca ganhou um prêmio literário. Foi apaixonado por Janis Joplin, Grace Slick  e Patti Smith; casou quatro vezes e Atualmente procura pagar as contas trabalhando com criação de sites, edição e diagramação de livros e arte digital.

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