Poesia – Versos Orgânicos – 15 – A Mãe ou o Pinto?

Quem quebrou seu cabaço, o primeiro a chupar-lhe o rabo
Não tenho interesse em saber, pois enquanto eu lhe enrabo
Penso sobre o que irei jantar quando acabar de lhe foder
Que irei me fartar de carne, comendo até não mais poder.

Queres contar sobre o filho da puta que lhe fodeu a bunda
Prometeu-lhe o paraíso e a transformou numa vagabunda
Mas eu nada desejo saber além daquilo que agora conheço
Que sua buceta é gostosa e o resto francamente desconheço.

Gostas mais de pinto do que de sua mãe, um fato reconhecido
Adora mais foder do que o gostar e o amar, esse desconhecido
Empatamos em nossos gostar, portanto fodamos até nos cansar
E depois de foder o que precisamos mesmo é apenas descansar.

Mas queres ainda contar a história das tuas trepadas gloriosas
Sobre aqueles que a comeram até das formas mais misteriosas
Então contes enquanto eu a fodo, e pare quando for me chupar
Pois aí não poderás de gozar em sua língua também me culpar.

Do Livro:
“Versos Orgânicos”, 2012
Editor’A Barata Artesanal

Barata, nascido Luiz Carlos, no dia do Anti-Natal do ano da Graça do nascimento de Bruce Dickinson, Madonna, Michael Jackson, Cazuza e Tim Burton, é poeta, romancista, ensaista e contista, além de produtor de eventos e artista plástico. Cresceu escutando Beatles, Black Sabbath, Rush e Pink Floyd. Participou da geração mimeógrafo nos anos 1970, mas quando chegaram os filhos deixou de ser poeta e foi tentar ser homem, o que no entender de Bukowski é bem mais difícil. Trabalhou como office-boy, bancário e projetista de brinquedos. Apesar de ter escrito milhares de textos nunca ganhou um prêmio literário. Foi apaixonado por Janis Joplin, Grace Slick  e Patti Smith; casou quatro vezes e Atualmente procura pagar as contas trabalhando com criação de sites, edição e diagramação de livros e arte digital.

5 1 Vote
Article Rating
Assinar
Notificação de
guest
0 Comentários
Inline Feedbacks
Ver Todos os Comentários