Poesia – Versos Orgânicos – 16 – Feia!

Não falo sobre sua cor intensa e a beleza ausente de seu rosto
E por não ser essas coisas é que faz que a foda com bom gosto
Belas são tolas, brancas são gélidas e a buceta é sempre igual
E o que importa é que fodes de uma forma diferente, desigual.

Eu não a quero por quadro, não quero por linhagem familiar
Quero-a por foder e por foder ninguém decerto a irá humilhar
Pois a beleza de sua buceta é algo que ninguém pode discutir
E beleza tão maravilhosa é a coisa que poucos sabem deglutir.

Olhaste suas buceta no espelho, examinastes os grandes lábios?
Visão magnífica, pintura genial, apenas dos nobres e dos sábios
E de onde olho agora, provocando meus sentidos mais internos
Uma real visão do paraíso, o cu mais belo de todos os infernos.

Não tentes portanto disfarçar sua feiúra, nada precisas temer
Pois a beleza da sua cona e de seu cu ao mundo fazes tremer
E poderias foder com o mundo, acaso quisesses, vagabunda
E se pudesses guardar a todos os pintos dentro da sua bunda.

Do Livro:
“Versos Orgânicos”, 2012
Editor’A Barata Artesanal

Barata, nascido Luiz Carlos, no dia do Anti-Natal do ano da Graça do nascimento de Bruce Dickinson, Madonna, Michael Jackson, Cazuza e Tim Burton, é poeta, romancista, ensaista e contista, além de produtor de eventos e artista plástico. Cresceu escutando Beatles, Black Sabbath, Rush e Pink Floyd. Participou da geração mimeógrafo nos anos 1970, mas quando chegaram os filhos deixou de ser poeta e foi tentar ser homem, o que no entender de Bukowski é bem mais difícil. Trabalhou como office-boy, bancário e projetista de brinquedos. Apesar de ter escrito milhares de textos nunca ganhou um prêmio literário. Foi apaixonado por Janis Joplin, Grace Slick  e Patti Smith; casou quatro vezes e Atualmente procura pagar as contas trabalhando com criação de sites, edição e diagramação de livros e arte digital.

5 1 Vote
Article Rating
Assinar
Notificação de
guest
0 Comentários
Inline Feedbacks
Ver Todos os Comentários