Poesia – Versos Orgânicos – 17 – Esporrada

Por ultimo, agora que estamos cansados, quero apenas lhe sugar
Sua buceta é doce, seu cu é salgado e minha língua em seu lugar
Não hesite gozar, quero sentir seu gozo, quero extasiá-la ainda
Porque não existe nada tão maravilhoso que gozo quando finda.

Deite de pernas abertas para que eu tenha na memória guardada
A paisagem de seu cu apertado e a lembrança da buceta raspada
Não quero lembrar do seu nome, da buceta não esqueço o gosto
Por que tesão não precisa sobrenomes e o desejo não tem rosto.

Deixe-me agora sentar à beirada da cama e ler a presente ode
Á safada que na rua despertou meu tesão e agora comigo fode
E acaso estejas escutando agora pelada em uma cama de motel
É que saciei meu desejo de lhe comer feito fruta e carne de pastel.

E sendo assim chego ao final do poema, mas quero gozar ainda
Pois sua buceta é a mais gostosa e a bunda de todas a mais linda
Chupa-me pau agora, quero esporrar em sua língua ainda enfim
Pois eu quando gozo, toda foda, paixão e poema chegam ao fim.

Do Livro:
“Versos Orgânicos”, 2012
Editor’A Barata Artesanal

Barata, nascido Luiz Carlos, no dia do Anti-Natal do ano da Graça do nascimento de Bruce Dickinson, Madonna, Michael Jackson, Cazuza e Tim Burton, é poeta, romancista, ensaista e contista, além de produtor de eventos e artista plástico. Cresceu escutando Beatles, Black Sabbath, Rush e Pink Floyd. Participou da geração mimeógrafo nos anos 1970, mas quando chegaram os filhos deixou de ser poeta e foi tentar ser homem, o que no entender de Bukowski é bem mais difícil. Trabalhou como office-boy, bancário e projetista de brinquedos. Apesar de ter escrito milhares de textos nunca ganhou um prêmio literário. Foi apaixonado por Janis Joplin, Grace Slick  e Patti Smith; casou quatro vezes e Atualmente procura pagar as contas trabalhando com criação de sites, edição e diagramação de livros e arte digital.

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