Poesia – Versos Orgânicos – 19 – Vai Embora, Cadela!

Acorda, minha formidável e gostosa puta aprendiz
Coloque sua roupa de barbeira, manicura, meretriz
Acabou a trepada, a hora da putaria chegou ao seu fim
E não olhe por cima dos ombros, não te lembres de mim.

Não quero seu telefone, nem saber do seu endereço
E não lhe tenho estima, consideração e nem apreço
Não quero nem saber quanto ganhas e o que podes
E pouco me interessa onde moras e com quem fodes.

Gostastes da minha forma de lhe foder? Que péssimo!
Pois assim sabes que não lhe dei sequer um décimo
E não lembres de mim ao foder com outro, cara vadia
Por que isso seria um ato da mais profunda covardia.

Mas antes que estejas a uma distancia segura
Segure a minha pica que ainda agora é dura
Enquanto eu espalmo os dedos sobre a derme
Te deixando marcada feito porca, feito verme.

Do Livro:
“Versos Orgânicos”, 2012
Editor’A Barata Artesanal

Barata, nascido Luiz Carlos, no dia do Anti-Natal do ano da Graça do nascimento de Bruce Dickinson, Madonna, Michael Jackson, Cazuza e Tim Burton, é poeta, romancista, ensaista e contista, além de produtor de eventos e artista plástico. Cresceu escutando Beatles, Black Sabbath, Rush e Pink Floyd. Participou da geração mimeógrafo nos anos 1970, mas quando chegaram os filhos deixou de ser poeta e foi tentar ser homem, o que no entender de Bukowski é bem mais difícil. Trabalhou como office-boy, bancário e projetista de brinquedos. Apesar de ter escrito milhares de textos nunca ganhou um prêmio literário. Foi apaixonado por Janis Joplin, Grace Slick  e Patti Smith; casou quatro vezes e Atualmente procura pagar as contas trabalhando com criação de sites, edição e diagramação de livros e arte digital.

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