Poesia – Versos Orgânicos – 2 – Punheta

Ah, eu quero é bater uma punheta
Imaginar-me fodendo sua buceta
Pensando em comer a sua bunda
E gozar em sua garganta profunda.

Ah, eu sou mesmo um cínico perverso
Mas a minha prosa não tem um verso
Eu que canto a putaria feito um cretino
Mas não sou ricaço feito Pietro Aretino.

Eu quero sim, ó minha senhora dos cabelos
Arrancar da sua buceta todos os seus pelos
Foder-lhe a bunda que tanto a mim tonteia
E chupar-lhe a cona enquanto me penteia.

Desculpe, pois não a trato por Cabeleireira
Das lides da fodeção, a mesma da rameira
Mas é que a tenho consagrada noutra arte
Então a trato por puta nessa hora e destarte.

Do Livro:
“Versos Orgânicos”, 2012
Editor’A Barata Artesanal

Barata, nascido Luiz Carlos, no dia do Anti-Natal do ano da Graça do nascimento de Bruce Dickinson, Madonna, Michael Jackson, Cazuza e Tim Burton, é poeta, romancista, ensaista e contista, além de produtor de eventos e artista plástico. Cresceu escutando Beatles, Black Sabbath, Rush e Pink Floyd. Participou da geração mimeógrafo nos anos 1970, mas quando chegaram os filhos deixou de ser poeta e foi tentar ser homem, o que no entender de Bukowski é bem mais difícil. Trabalhou como office-boy, bancário e projetista de brinquedos. Apesar de ter escrito milhares de textos nunca ganhou um prêmio literário. Foi apaixonado por Janis Joplin, Grace Slick  e Patti Smith; casou quatro vezes e Atualmente procura pagar as contas trabalhando com criação de sites, edição e diagramação de livros e arte digital.

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