Poesia – Versos Orgânicos – 20 – Nem Fodedor Nem Fingidor

Um dia alguém falou feito que os poetas não sabem foder direito
Mas aquelas que com poetas foderam, nunca mudaram de leito
Por mim, não transformo fodas em poesias, mas a elas em fodas
E sou poeta por ira e estou acima dos momentos, sinas e modas.

Agora, neste momento depois de foder com tão deliciosa buceta
Transformo em poesia minha fodida, não preciso bater punheta
Entende minha poesia a puta simplória que acabei de hora foder
E sabe que poesia é instrumento do prazer e não forma de poder.

E quando eu cantar minha ode em algum salão fétido de bar
Estou certo que muitos irão por sua buceta também se babar
Pensando que sortudo sou por foder uma cona tão deliciosa
E aí entenderão que acima da poesia existe a foda maravilhosa.

A piranha que acabei de foder, ela gosta que a chame vagabunda
E gosta de chupar caralhos, dar a gostosa buceta, oferece a bunda
Mas quanto a mim não gosto de ser chamado de poeta e fodedor
Pois não transo com poesia e não tenho o jeito de poeta fingidor.

Do Livro:
“Versos Orgânicos”, 2012
Editor’A Barata Artesanal

Barata, nascido Luiz Carlos, no dia do Anti-Natal do ano da Graça do nascimento de Bruce Dickinson, Madonna, Michael Jackson, Cazuza e Tim Burton, é poeta, romancista, ensaista e contista, além de produtor de eventos e artista plástico. Cresceu escutando Beatles, Black Sabbath, Rush e Pink Floyd. Participou da geração mimeógrafo nos anos 1970, mas quando chegaram os filhos deixou de ser poeta e foi tentar ser homem, o que no entender de Bukowski é bem mais difícil. Trabalhou como office-boy, bancário e projetista de brinquedos. Apesar de ter escrito milhares de textos nunca ganhou um prêmio literário. Foi apaixonado por Janis Joplin, Grace Slick  e Patti Smith; casou quatro vezes e Atualmente procura pagar as contas trabalhando com criação de sites, edição e diagramação de livros e arte digital.

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