Poesia – Versos Orgânicos – 22 – Voyeur

Abaixe-se e feche a porta junto com o menino
Enquanto eu a olho com um olhar de libertino
Querendo lhe foder quando acabar de se pentear
Comê-la ali mesmo, na porta do salão de barbear.

Por tempos imagino um jeito de lhe comer bem gostoso
Na cadeira, nas esquinas ou em motel bonito e luxuoso
A calça branca enfiada na buceta ou o vestido florido
Rebolas a bunda e meu pau de tão duro fica dolorido.

Queria era estar lhe fodendo gostoso e não poetando
E depois de acabar o poema o meu pinto punhetando
Mas escrevo a poemas do jeito que queria foder-te agora
E fiques certa que nesta hora és fodida do jeito que adora.

Por alguma forma e todo jeito estou agora te fodendo
Pois quando fodo a outra penso que estou te comendo
E a outra cona é a sua buceta e o outro cu é o seu rabo
E por via das dúvidas como as duas, de foda me acabo.

Do Livro:
“Versos Orgânicos”, 2012
Editor’A Barata Artesanal

Barata, nascido Luiz Carlos, no dia do Anti-Natal do ano da Graça do nascimento de Bruce Dickinson, Madonna, Michael Jackson, Cazuza e Tim Burton, é poeta, romancista, ensaista e contista, além de produtor de eventos e artista plástico. Cresceu escutando Beatles, Black Sabbath, Rush e Pink Floyd. Participou da geração mimeógrafo nos anos 1970, mas quando chegaram os filhos deixou de ser poeta e foi tentar ser homem, o que no entender de Bukowski é bem mais difícil. Trabalhou como office-boy, bancário e projetista de brinquedos. Apesar de ter escrito milhares de textos nunca ganhou um prêmio literário. Foi apaixonado por Janis Joplin, Grace Slick  e Patti Smith; casou quatro vezes e Atualmente procura pagar as contas trabalhando com criação de sites, edição e diagramação de livros e arte digital.

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