Poesia – Versos Orgânicos – 23 – Foder o Mundo

Cada parte da ode é uma trepada, cada qual um gozo
E enquanto escrevo, penso o quanto te foder é gostoso
Pego-me pensando com quem fodes e que pinto chupas
E faço dos meus poemas a expiação das minhas culpas.

Estarei um dia lhe fodendo? Ainda penso pouco perplexo
Um dia verei sua buceta refletida num espelho convexo?
Quantas trepadas daremos, quantos gozos nós teremos?
Pergunto já sabendo que o momento o reconheceremos.

A cada dia, a cada vista, uma parte desta ode é composta
Esperando o dia de comer-lhe cu, arrancando gozo e bosta
O poema aumenta, é agora quase uma epopéia da fodeção
E caso breve não lhe coma, o mundo conhecerá a perdição.

Poupe ao mundo de tão depravada e pornográfica epopéia
Dando a mim sua cona e seu cu terminando minha odisséia
Da Calábria nasce um povo, da rua que termina no começo
E ou fodo a sua bunda e a buceta ou da cabeça enlouqueço.

Do Livro:
“Versos Orgânicos”, 2012
Editor’A Barata Artesanal

Barata, nascido Luiz Carlos, no dia do Anti-Natal do ano da Graça do nascimento de Bruce Dickinson, Madonna, Michael Jackson, Cazuza e Tim Burton, é poeta, romancista, ensaista e contista, além de produtor de eventos e artista plástico. Cresceu escutando Beatles, Black Sabbath, Rush e Pink Floyd. Participou da geração mimeógrafo nos anos 1970, mas quando chegaram os filhos deixou de ser poeta e foi tentar ser homem, o que no entender de Bukowski é bem mais difícil. Trabalhou como office-boy, bancário e projetista de brinquedos. Apesar de ter escrito milhares de textos nunca ganhou um prêmio literário. Foi apaixonado por Janis Joplin, Grace Slick  e Patti Smith; casou quatro vezes e Atualmente procura pagar as contas trabalhando com criação de sites, edição e diagramação de livros e arte digital.

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