Poesia – Versos Orgânicos – 24 – Ditadora da Foda

Não, eu não posso em minha ode lhe chamar por puta
Porque ela não gosta da foda, mas do dinheiro, astuta
Não és profissional do foder, mas a amadora com ardor
Sua profissão o cabelo, a foda a quem dedicas seu amor.

Portanto serias rainha em qualquer puteiro da cidade
Cobrando caro por sua foda, a sua única necessidade
Monarca da zona, proprietária dos milionários fodedores
E com sua buceta serias a dona dos mais duros ditadores.

Entretanto eu, que nem rei ou escravo, sou apenas artista
Quero lhe foder de graça, foder por foder, vaca esteticista
Porque trepar é querer e te como porque te quero foder
Com a mesma volúpia que os ditadores têm pelo poder.

Mas em minhas poesias não devo lhe chamar vagabunda
Pois ganhas o dinheiro com cabelos e não com sua bunda
E no entanto quero lhe pagar com frutos de meu trabalho
Lhe dando em troca minha ode, meu suor e meu caralho.

 

Do Livro:
“Versos Orgânicos”, 2012
Editor’A Barata Artesanal

Barata, nascido Luiz Carlos, no dia do Anti-Natal do ano da Graça do nascimento de Bruce Dickinson, Madonna, Michael Jackson, Cazuza e Tim Burton, é poeta, romancista, ensaista e contista, além de produtor de eventos e artista plástico. Cresceu escutando Beatles, Black Sabbath, Rush e Pink Floyd. Participou da geração mimeógrafo nos anos 1970, mas quando chegaram os filhos deixou de ser poeta e foi tentar ser homem, o que no entender de Bukowski é bem mais difícil. Trabalhou como office-boy, bancário e projetista de brinquedos. Apesar de ter escrito milhares de textos nunca ganhou um prêmio literário. Foi apaixonado por Janis Joplin, Grace Slick  e Patti Smith; casou quatro vezes e Atualmente procura pagar as contas trabalhando com criação de sites, edição e diagramação de livros e arte digital.

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