Poesia – Versos Orgânicos – 27 – Porradas!

Acaso lhe falei quando termina esta odisséia mundana?
Apenas quando eu comer tua buceta, deliciosa putana!
E a Homero deixarei com a inveja das bichas e eunucos
Sendo lembrada pelos velhos tarados e cafetões caducos.

Tens guardado algum segredo sórdido e dantesco
Algum aborto ou outro crime porco e gigantesco?
Não contes, eu não sou seu confessor, nem advogado
E não penses que contando terás seu crime revogado.

Terias guardado algum desejo pervertido de violência?
Algo que traga seus mais cruéis instintos de indecência?
A esses quero escutar, me interessam todas as tuas taras
E se gostas de tapas, gostas também de cintas e de varas.

Nenhuma trepada é tão boa se não deixou uma cicatriz
Então deixa que eu lhe trate feito a escrava da meretriz
Açoitando sua bunda lisa com o couro da minhas cintas
Até que chegues ao gozo e as delicias da dor ainda sintas.

Do Livro:
“Versos Orgânicos”, 2012
Editor’A Barata Artesanal

Barata, nascido Luiz Carlos, no dia do Anti-Natal do ano da Graça do nascimento de Bruce Dickinson, Madonna, Michael Jackson, Cazuza e Tim Burton, é poeta, romancista, ensaista e contista, além de produtor de eventos e artista plástico. Cresceu escutando Beatles, Black Sabbath, Rush e Pink Floyd. Participou da geração mimeógrafo nos anos 1970, mas quando chegaram os filhos deixou de ser poeta e foi tentar ser homem, o que no entender de Bukowski é bem mais difícil. Trabalhou como office-boy, bancário e projetista de brinquedos. Apesar de ter escrito milhares de textos nunca ganhou um prêmio literário. Foi apaixonado por Janis Joplin, Grace Slick  e Patti Smith; casou quatro vezes e Atualmente procura pagar as contas trabalhando com criação de sites, edição e diagramação de livros e arte digital.

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