Poesia – Versos Orgânicos – 3 – Buceta Raspada

Raspa a buceta por mim, querida, não gosto de pelos
Enfia a calça justa, esquece tesoura e corte de cabelos
Eu prometo que lhe como ainda agora, lateja meu pinto
Porque um tesão desgraçado é apenas aquilo que sinto.

Não, não a amo, nunca misture coisas tolas com o tesão
Porque sou do desejo um pedreiro e do gozo um artesão
Leias agora minha poesia escrita num pedaço de papel
Enquanto me farto da tua carne, o meu recheio de pastel.

Raspastes os pelos da buceta e agora apanhe da lamina afiada
E raspe aos pelos do meu pinto, pois assim serás melhor saciada
É sua lide, então confio meu caralho ao seu instrumento de corte
Mas não ouse sangrar, pois o sangue não é algo que lhe suporte.

Chupes agora do meu pau depilado, meu saco liso igual criança
Lamba minhas bolas, sua língua é igual a uma eterna esperança
Meu caralho agora feliz, faceiro, sem pelos pulando de felicidade
Encontra em sua língua a parceira perfeita da sua excentricidade.

Do Livro:
“Versos Orgânicos”, 2012
Editor’A Barata Artesanal

Barata, nascido Luiz Carlos, no dia do Anti-Natal do ano da Graça do nascimento de Bruce Dickinson, Madonna, Michael Jackson, Cazuza e Tim Burton, é poeta, romancista, ensaista e contista, além de produtor de eventos e artista plástico. Cresceu escutando Beatles, Black Sabbath, Rush e Pink Floyd. Participou da geração mimeógrafo nos anos 1970, mas quando chegaram os filhos deixou de ser poeta e foi tentar ser homem, o que no entender de Bukowski é bem mais difícil. Trabalhou como office-boy, bancário e projetista de brinquedos. Apesar de ter escrito milhares de textos nunca ganhou um prêmio literário. Foi apaixonado por Janis Joplin, Grace Slick  e Patti Smith; casou quatro vezes e Atualmente procura pagar as contas trabalhando com criação de sites, edição e diagramação de livros e arte digital.

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