Poesia – Versos Orgânicos – 4 – Puta

Muitas bucetas eu comi, mas todas tinham nomes ou eram pagas
E todas tinham histórias antes, e com histórias trepadas são vagas
Portanto não quero saber de pais, mães e filhos, apenas lhe foder
Comer sua buceta, enfiar no seu cu até cansar e não mais poder.

Quero lhe comer em silêncio, apenas gritos de tesão por moldura
Porque o que é eterno é o gozo e não aquilo que sempre perdura
Interessa-me apenas seu tesão, não quanto custa o corte de cabelo
Então chupa o meu pinto e deixa eu lhe foder, é apenas meu apelo.

Ah e não quero saber sobre quando são suas regras
Enquanto meu pinto afunda dentro das tuas pregas
Pouco importa seu sangue e suas cólicas eu não sinto
Pois apenas quero lhe foder a buceta com meu pinto.

Então porque não ficas de quatro e relinchas feito a potra?
Pois enquanto eu fodo sua bunda, penso em comer a outra
E não penses que lhe pertence algo de minha propriedade
Porque apenas quero lhe comer e lhe deixar em liberdade.

 

Do Livro:
“Versos Orgânicos”, 2012
Editor’A Barata Artesanal

Barata, nascido Luiz Carlos, no dia do Anti-Natal do ano da Graça do nascimento de Bruce Dickinson, Madonna, Michael Jackson, Cazuza e Tim Burton, é poeta, romancista, ensaista e contista, além de produtor de eventos e artista plástico. Cresceu escutando Beatles, Black Sabbath, Rush e Pink Floyd. Participou da geração mimeógrafo nos anos 1970, mas quando chegaram os filhos deixou de ser poeta e foi tentar ser homem, o que no entender de Bukowski é bem mais difícil. Trabalhou como office-boy, bancário e projetista de brinquedos. Apesar de ter escrito milhares de textos nunca ganhou um prêmio literário. Foi apaixonado por Janis Joplin, Grace Slick  e Patti Smith; casou quatro vezes e Atualmente procura pagar as contas trabalhando com criação de sites, edição e diagramação de livros e arte digital.

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