Poesia – Versos Orgânicos – 5 – Comer Seu Cu

Gostas de dar seu cu a mim, sei que entendes do que eu gosto
Adoras que eu enterre meu pau, gozas pelo cu também aposto
E seu gozo é de uma porca, misturando o esperma com a merda
Nos esbaldando de gozo e de bosta, o melhor que a gente herda.

E agora ajoelhada, de quatro olhas por entre suas próprias pernas
Observando meu pau entrando no seu cu lhe dar delicias eternas
Meu saco esfregando em sua buceta, nem demônios gozam tanto
Dentro do seu cu esporro e gozas feito deusa, puta ou um santo.

Chupa agora o meu pau, cheio do meu esperma e da sua bosta
Beber de mim e comer do seu próprio interior, aquilo que gosta
Não enoje, não vomite, não grite que sou porco engula até o fim
Almoço antropofágico que estás comendo a si própria e a mim.

Acaso queiras regurgitar, faça sobre meu pau duro, lástima santa
Pois aí teremos completa a comida, e faremos disso nossa janta.
Minha cadela cuja bunda deliciosa adoro foder completamente
Não deixe o asco afastar o desejo de foder comigo de sua mente.

Do Livro:
“Versos Orgânicos”, 2012
Editor’A Barata Artesanal

Barata, nascido Luiz Carlos, no dia do Anti-Natal do ano da Graça do nascimento de Bruce Dickinson, Madonna, Michael Jackson, Cazuza e Tim Burton, é poeta, romancista, ensaista e contista, além de produtor de eventos e artista plástico. Cresceu escutando Beatles, Black Sabbath, Rush e Pink Floyd. Participou da geração mimeógrafo nos anos 1970, mas quando chegaram os filhos deixou de ser poeta e foi tentar ser homem, o que no entender de Bukowski é bem mais difícil. Trabalhou como office-boy, bancário e projetista de brinquedos. Apesar de ter escrito milhares de textos nunca ganhou um prêmio literário. Foi apaixonado por Janis Joplin, Grace Slick  e Patti Smith; casou quatro vezes e Atualmente procura pagar as contas trabalhando com criação de sites, edição e diagramação de livros e arte digital.

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