Poesia – Versos Orgânicos – 6 – Vagabunda

Acaso te ofendes quando a chamo de vaca e putana
Lhe arde nos ouvidos, lhe corta feita espada catana?
E não te sintas magoada, minha cadela e minha puta
Pois não lhe dou dinheiro então não és uma prostituta.

Sei que gostas que lhe chame por piranha e vagabunda
Mas preferes que eu arrebente as pregas da sua bunda
E sei que gozas com minhas xingas, não te sentes ofendida
Mas preferes ainda ter sua buceta por minha pica fodida.

Ainda assim penso enquanto enfio a língua em seu ouvido
E estou certo de muitas coisas, muitas delas eu não duvido
Que entre o gozo da minha piça e o orgasmo das ofensas
Ficas mesmo entre os dois, com todos os jeitos que pensas.

Então, querida puta com quem fodo nessa hora prazerosa
Abra a tua boca que eu lhe jorro minha esporra saborosa
E nos teus ouvidos despejo a imoralidade de palavras sujas
Pois assim gozaras em dobro, com o prazer das ditas cujas.

Do Livro:
“Versos Orgânicos”, 2012
Editor’A Barata Artesanal

Barata, nascido Luiz Carlos, no dia do Anti-Natal do ano da Graça do nascimento de Bruce Dickinson, Madonna, Michael Jackson, Cazuza e Tim Burton, é poeta, romancista, ensaista e contista, além de produtor de eventos e artista plástico. Cresceu escutando Beatles, Black Sabbath, Rush e Pink Floyd. Participou da geração mimeógrafo nos anos 1970, mas quando chegaram os filhos deixou de ser poeta e foi tentar ser homem, o que no entender de Bukowski é bem mais difícil. Trabalhou como office-boy, bancário e projetista de brinquedos. Apesar de ter escrito milhares de textos nunca ganhou um prêmio literário. Foi apaixonado por Janis Joplin, Grace Slick  e Patti Smith; casou quatro vezes e Atualmente procura pagar as contas trabalhando com criação de sites, edição e diagramação de livros e arte digital.

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