Poesia – Versos Orgânicos – 8 – Cagada!

Deixa agora eu ir ao banheiro dar uma cagada
Enquanto em meu cigarro dou uma boa tragada
Fica comigo, minha pervertida, enquanto cago
Sentindo o cheiro da minha bosta que lhe trago.

Cagues comigo, oh, minha perfumada vagabunda
Depois deixe que eu limpe as pregas da sua bunda
E enfie meus dedos em tuas pregas cheias de sujeira
Lhe arranco gemidos de prazer e palavras de nojeira.

Cuspir em seu rosto lhe causaria nojo, cara enferma
Mas porque tens nojo do escarro e não do esperma?
Deixa então que eu lhe cuspa na cona e no seu rabo
Podendo assim enfiar mais liso o meu pau até o cabo.

Porcarias liquidas lhe causam asco e repulsa
Mas então porque a sua buceta ainda pulsa
E então, porque tremem seus lábios do mais puro desejo
Quando eu chupo sua buceta e depois lhe dou um beijo?

Do Livro:
“Versos Orgânicos”, 2012
Editor’A Barata Artesanal

Barata, nascido Luiz Carlos, no dia do Anti-Natal do ano da Graça do nascimento de Bruce Dickinson, Madonna, Michael Jackson, Cazuza e Tim Burton, é poeta, romancista, ensaista e contista, além de produtor de eventos e artista plástico. Cresceu escutando Beatles, Black Sabbath, Rush e Pink Floyd. Participou da geração mimeógrafo nos anos 1970, mas quando chegaram os filhos deixou de ser poeta e foi tentar ser homem, o que no entender de Bukowski é bem mais difícil. Trabalhou como office-boy, bancário e projetista de brinquedos. Apesar de ter escrito milhares de textos nunca ganhou um prêmio literário. Foi apaixonado por Janis Joplin, Grace Slick  e Patti Smith; casou quatro vezes e Atualmente procura pagar as contas trabalhando com criação de sites, edição e diagramação de livros e arte digital.

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