Poesia – Versos Orgânicos – I – Pastel de Carne

Porque eu quero lhe comer feito um pastel de feira
No sábado com queijo, e com molho segunda-feira
Comer no salão, no motel ou na barraca de laranja
Chupar-lhe feito fruta, o jeito a gente ainda arranja.

Quero lhe foder no asfalto, na padaria e na cadeira
Lhe por de quatro e foder sobre a cama e a madeira
Comer seu cu, a buceta e esporrar na sua garganta
E lhe enfiar meus dedos quando a foda não adianta.

Ah, sou um cachorro a perseguir uma cadela ansiosa
E quero lhe foder de todo o jeito, minha puta deliciosa
Arregaça as pernas, espera que enfio inteiro meu pau
Enquanto gemes feito a ovelha comida pelo lobo mau.

Nos reconhecemos em nosso tesão, então vamos à foda
Pois foder é gostoso e trepar vai sempre estar na moda
Deixe molhada sua buceta e melado seu cu de veludo
Porque neles enfiarei meu pau grosso, quente e peludo.

Do Livro:
“Versos Orgânicos”, 2012
Editor’A Barata Artesanal

Barata, nascido Luiz Carlos, no dia do Anti-Natal do ano da Graça do nascimento de Bruce Dickinson, Madonna, Michael Jackson, Cazuza e Tim Burton, é poeta, romancista, ensaista e contista, além de produtor de eventos e artista plástico. Cresceu escutando Beatles, Black Sabbath, Rush e Pink Floyd. Participou da geração mimeógrafo nos anos 1970, mas quando chegaram os filhos deixou de ser poeta e foi tentar ser homem, o que no entender de Bukowski é bem mais difícil. Trabalhou como office-boy, bancário e projetista de brinquedos. Apesar de ter escrito milhares de textos nunca ganhou um prêmio literário. Foi apaixonado por Janis Joplin, Grace Slick  e Patti Smith; casou quatro vezes e Atualmente procura pagar as contas trabalhando com criação de sites, edição e diagramação de livros e arte digital.

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