Poesia – Zulmira

Zulmira Cadela, um dia eu te fodi com ódio de morte
Te comi e vomitei, e te tirei de mim como tirei a sorte
Azar o meu, Zulmira ficou e quem sobrou se fodeu
Casar com a safada tinha era que dar no que deu.

Zulmira Maldita, um dia te trai e sem o menor pesar
Mas eras apenas mulher para comer, não de casar
Azar o seu, Zulmira se fodeu e azar de quem restou
E azar do outro, dizem, pois quem a comeu gostou.

Zulmira Desgraçada, um dia te foderam e demais
E eu batendo punheta no canto não ficaria jamais
Azar foi o nosso, que a tua buceta não era melada
Que eu fui foder uma bunda santa que era selada.

Zulmira Desaparecida, um dia nunca mais nos vemos
E jamais te procuraria para ter o que jamais tivemos
Azar foi todo de quem te achou e fodeu a tua bunda
E nunca saberá o quanto és uma nobre vagabunda.

06/02/2015

Do Livro:
Troco Poesia Por Dinamite
Editor’A Barata Artesanal, 2014

Barata, nascido Luiz Carlos, no dia do Anti-Natal do ano da Graça do nascimento de Bruce Dickinson, Madonna, Michael Jackson, Cazuza e Tim Burton, é poeta, romancista, ensaista e contista, além de produtor de eventos e artista plástico. Cresceu escutando Beatles, Black Sabbath, Rush e Pink Floyd. Participou da geração mimeógrafo nos anos 1970, mas quando chegaram os filhos deixou de ser poeta e foi tentar ser homem, o que no entender de Bukowski é bem mais difícil. Trabalhou como office-boy, bancário e projetista de brinquedos. Apesar de ter escrito milhares de textos nunca ganhou um prêmio literário. Foi apaixonado por Janis Joplin, Grace Slick  e Patti Smith; casou quatro vezes e Atualmente procura pagar as contas trabalhando com criação de sites, edição e diagramação de livros e arte digital.

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