Resenha de Disco – Loyce o Os Gnomos – Lisérgico, Hard, Distorcido

Uma das coisas mais barulhentas, sujas, cruas e psicodélicas dos primórdios da história do Rock Brasil, com certeza tem um nome: “Loyce o Os Gnomos”. Pouquíssimas informações são encontradas sobre o conjunto, mesmo assim desencontradas. Mas, peneirando o material encontrado ali e acolá, na Internet, chegamos ao seguinte: os nomes dos integrantes eram: Loyce, Massaro, Fael (Raphael, o guitarrista), Nilo e Padulla. Algumas fontes falam que eram da cidade de Ribeirão Preto, mas o mais certo é que seriam de Limeira, também no interior de São Paulo. Nada além disso. Alguns comentários em um vídeo postado no You Tube dão uma pista de que hoje os músicos estejam afastados totalmente do ambiente musical.

Em 1969 lançaram um único registro, um compacto duplo, que tinha o titulo de “O Despertar dos Mágicos”, por uma gravadora chamada Do-Re-Mi. A sonoridade que encontramos nas músicas é um raivoso Garage Rock, com muita distorção, microfonia, e uma faixa de puro Heavy: “Que é Isso”. Certamente são uma das cosias mais raras e criativas do Rock Brasileiro. O nome do disco claramente inspirado no livro homônimo da dupla Louis Pauwels e Jacques Bergier, que na época era leitura obrigatória a Hippies e Freaks e é considerada uma das maiores obras do Realismo Fantástico. Na contracapa do compacto, além de informações técnicas um texto de agradecimento que inclui Tom Zé.

O compacto foi relançado pela Valeverde Records, em edição limitada e numerada de 500 cópias, vendidas a 12 dólares e algumas das musicas constam da coletânea “Brazilian Guitar Fuzz Bananas: Tropicalista Psychedelic Masterpieces 1967-1976”, organizada por Joel Stones, brasileiro dono de uma loja em Nova York, especializada em raridades da nossa era lisérgica.

25/04/2012

Loyce o Os Gnomos
O Despertar dos Mágicos – Compacto Duplo – 1969
Músicas do Compacto Duplo:
1.1 – Era Uma Nota de 50 Cruzeiros
1.2 – José João ou João José
2.1 – Que é Isso?
2.2 – A Jardelina Querida ou Coletivo

Barata, nascido Luiz Carlos, no dia do Anti-Natal do ano da Graça do nascimento de Bruce Dickinson, Madonna, Michael Jackson, Cazuza e Tim Burton, é poeta, romancista, ensaista e contista, além de produtor de eventos e artista plástico. Cresceu escutando Beatles, Black Sabbath, Rush e Pink Floyd. Participou da geração mimeógrafo nos anos 1970, mas quando chegaram os filhos deixou de ser poeta e foi tentar ser homem, o que no entender de Bukowski é bem mais difícil. Trabalhou como office-boy, bancário e projetista de brinquedos. Apesar de ter escrito milhares de textos nunca ganhou um prêmio literário. Foi apaixonado por Janis Joplin, Grace Slick  e Patti Smith; casou quatro vezes e Atualmente procura pagar as contas trabalhando com criação de sites, edição e diagramação de livros e arte digital.

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