Resenha – Genecy Sobre Filosofia de Pés Sujos

Genecy Souza . 

De uma coisa os leitores podem ter certeza: Barata Cichetto não tem jeito.

O poeta e filósofo multitarefas do underground cultural comete seu mais novo livro, cujo título Filosofia de Pés Sujos só consolida ainda mais – como se necessário fosse – sua maneira de enfrentar o mundo disfuncional em que vivemos, condensando no subtítulo seus (des)aforismos, silogismos e outros ismos, todos devidamente numerados e organizados de tal maneira, que o leitor pode lê-los aleatoriamente, sem no entanto perder (ou perder-se na) a proposta-intenção do livro: fazer rir, pensar, lembrar, concordar, discordar, olhar para trás, enfim, ter em mãos e dentro da cabeça uma forma de filosofia que não cheira a flores, tampouco frequenta as FLIPs da vida, e, sobretudo, que nunca se rende à nojenta ditadura cultural que prende os incautos na rede de equívocos ideológicos dirigidos por gente que sabe muito bem o mal que faz.

Há de quase tudo um pouco em Filosofia de Pés Sujos: sexo, mulheres, música, política, comportamento, amor, feminismo, fanatismo, metaforismos e outros ismos, muitos deles resgatados de seus posts nas redes (anti?) sociais, essas arapucas armadas para matar amizades.

Barata Cichetto entende o mundo na forma como ele se apresenta. Para tanto, ele faz uso da poesia e descalça os pés no chão sujo para, de alguma, obter a força necessária para o ataque e a resistência para a defesa nessa guerra cultural que, felizmente, ainda não conseguiu domá-lo, justamente por ser ele absolutamente insubmisso, malcriado e um tanto atrevido. Coisas de um poeta que não tem mesmo jeito. Que bom!

Genecy Souza é um colecionador de livros, comerciário e mora em Manaus, AM

Filosofia de Pés Sujos
Barata Cichetto
Edição Independente, 2020
Tiragem Limitada
144 Páginas

DEPOIMENTO

Barata é guerrilheiro da cultura, alia a modernidade da comunicação virtual e o saudosismo dos bons e certeiros fanzines. Há muito que venho acompanhando, na medida do possível, seu trabalho. Versus lembra os manifestos da cultura marginal, os fanzines proscritos pela cultura massificante, brado e alento na madrugada. É muito bom saber que ainda existem militantes como Barata! Quem quiser conhecer melhor seu trabalho (porque além de editor, Luiz Carlos Barata Cichetto é também poeta, cronista, compositor, produtor, estudioso do rock, apresentador de rádio, artesão e etc...) - Facebook - 2012
Viegas Fernandes da Costa
Santa Catarina
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