Poeme.me

Às vezes poetas escrevem a outros poetas, e particularmente me sinto honrado em receber homenagens em versos. Uma amostra:

Isaac Soares de Souza

A Palavra é Um Acinte
Para Barata Cichetto e Torquato Neto)

Nunca ouvi uma verdade vomitada na cara,
como as palavras espargidas por Torquato Neto,
Foi como sentir um falo invadindo na marra
o próprio reto, como sabre que corta a carne
feito míssil que uma fortaleza atinge,
devastando a muralha fortificada de qualquer cidadela,
palavras que uivam como se fosse a mais depravada das cadelas,
Estuprada e varada até o esfincter
“Leve um homem e um boi ao matadouro,
O que berrar mais na hora do perigo é o homem, nem que seja o boi
O poeta Barata Cichetto,
homem do gueto, cujos escritos espreito,
foi mais além no falar perfeito:
“Leve uma puta e uma santa na beira do córrego,
a que chupar melhor sua rola é a santa, mesmo que seja a puta.”
Como Nico, The Bitch,
A palavra é um acinte
contra os indecentes…

20/06/2015

João Aparecido Barra

(Sobre) Barra, Barata, Barcelos!

Barra, que conhece barata,
conhece barcelos, que não conhece barata,
e barata que não conhece barcelos.
mas, barcelos e barata, conhecem barra.
A propaganda:
Barata! Pega o chinelo e mata.
Mas mata o,(a) barata inseto
coisa que por certo,
é nojenta pra chu chu.
Mas, o amigo Barata,
a gente não mata,
porque amigo se guarda.
Já o barcelos a tempo não o vejo,
reencontrá-lo eu desejo,
só pra apresentar pro Barata.
Seríamos um trio da pesada,
mas só na escrita e mais nada,
cada um com seu estilo.
Amigos, Barcelos, Barata,
será que seríamos a nata,
de opiniões controversas?
Isso é só brincadeira sadia,
juntos, conversaríamos por um dia,
sobre fatos e opiniões diversas.

Poeta João Barrá, se lembrando de dois amigos e aproveitando para descontrair, um pouco, homenageando-os em simples versos.
Américo Brasiliense, 12/01/2019, às 0020 minutos de um comecinho e sábado de bastante calor.

Charlie Fialho

Poesia barata
(Ou versos gratuitos)

Para: Barata, Luiz Carlos Cichetto

Ando a procura
De uma poesia barata:

Feita um grito no escuro.

Rabiscos dispersos na praça;
Diversos escritos em muro.

Poesia:
Medalha de lata
No peito, e a paz no futuro.

II

Buscando sigo
Uma estética mendiga;

Rebaixada a toda gente.

Uma poética, que se diga
Sobre a dor de ser vivente.

Pressentida nas esquinas,
Cadeias e hospitais;

Distribuída nas ruas
Do: Somos todos iguais!

Nos bares. Nas favelas.
Nas bocas de antros tais,
Em que pessoas se perdem
Em seus próprios funerais…

São cemitérios
As cidades:

Onde ao vivo
A morte é cartaz.

III

Pois bem,
Busco um poema:

Um susto que valha à pena.
Um cacto. Um dilema.

Que nós transfome esse ar.
Que passe dentro de tudo.
Que desembace esse mundo.
Que forme de se formar…

E que informe o absurdo,
Aos que hão de vir à cá.

IV

Que esse discurso corra,
Pelo branco cor papel…

Assim se espalhe. Se colha.
Num fruto gosto de céu,
Em que giramos sem dar conta,
Num canto desse cordel.

Onde os espelho reflitam:

Nossa voz infanta.
Nossa voz defunta.

Crescendo a criança será cura:
Que do velho cessa a pergunta…

E que a terra nos socorra,
Nesta obra vagabunda.

Facebook, 20/11/2018

Esdras Mingau Mingau

Poema Escrito Sobre Minha Digníssima Pessoa, pelo amigo Esdras Mingau Mingau Que Mo Enviou Pelo Inbox Desta Vasta Rede de Amigos.

Barata. Um conceito. Um personagem real.
Produtor. Escritor. Poeta. Agitador cultural.
Inovador. Criativo.
Ousado. Provocativo.
Ou seja, o que o mainstream não quer.

Herói. Sobrevivente.
Teimoso, persistente.
De quebrar algemas, subir ladeiras,
derrubar muros, romper barreiras……
Persistente, abusado,
teimoso, cabeça dura, ousado
Porco. Pornográfico. Agressivo.
Sujo. Feroz. Subversivo.
Na rua, no salão, na galeria.
Na raça, na paz, na putaria.

Physic du role no Foyer,
Olhe nos olhos dele: mantém sonhos e felicidade vivos.
E assim mantém-se na arte de ser para nós.

Doce, suave, meigo.
E faz arte.
E divulga arte.
E promove arte.
É artista como a mídia não quer.

Esdras Mingau Mingau
15/10/2016 20:24

 Edu Planchêz

Não escrever é um direito
( A Luiz Carlos Barata Cichetto )

Escrever é um direito de todos,
não escrever é um direito,
eu não escrevo,
as palavras me escrevem,
ou me cantam,
me deixam nu…

As palavras são fêmeas,
estrelas que me guardam
entre as pernas

Escrever é um crime,
uma forma de matar
o que sempre esteve morto

Os poetas pecam por serem poetas,
por serem seres desocupados
que se ocupam com o escrever,
e se ocupar com o escrever
é se ocupar com nada

Meu pai, vosso pai,
sempre estiveram cobertos de razão,
escrever, dedicar-se a pinturas,
ao canto e outras bobagens,
é a prova cabal…
que perdemos,
que jogamos nosso dias
no meio das carolas dos girassóis

Se ao menos fosse um cobrador de ônibus,
um maquinista, um operário padrão
da Fiat Sbt Sistema Globo
de ilusões…
mas não,
ficamos por ai à plantar cogumelos
nas cabeças dos neurônios,
entre as unhas dos pés.

Gigio Ferreira

O ARTISTA TEM DE SER GENEROSO
A
ARROGÂNCIA A GENTE DEIXA
PARA
OS CIENTISTAS E A CORRUPÇÃO …PARA OS POLÍTICOS

Cuidado com a aceitação muito rápida das opiniões dos teus livros …você pode estar assinando um contrato com a mordaça …

A
transcendência
inclusive
alerta..
a
decepção
é
a morte entrando
na
a d o l e s c ê n c i a…

o
olho pulou…o olhar soprou !
durante
a
madrugada houve neve alimentando o chafariz
mais
da
metade escureceu
os
nervos se jogaram naquele sopro escuro do olhar do olho
PULA
ele me disse
e os meus olhos alimentados … PULARAM !!!

A LINHA DE FRENTE NÃO TEM TEMPO PARA OBEDECER

A
praia
calma
é
um
leopardo
abanando
o
rabo …

o que foi que eu fiz …
uma
crônica lírica do meu inconsciente
ou
foi
o
i n c o n s c i e n t e crônico
narrando

l i r i c a m e n t e ?!

TODO GRANDE POETA BUNDÃO SABE
a
família
é
a
continu..AÇÃO
da
república de platão …

O FASCÍNIO PELO FÁCIL…FASCIO E CÍNICO !!

A unidade permeada estuda as vozes e a sedução
a
essência
agiliza a luta …quem ataca a liberdade está sempre de saída

O QUE DIZER PARA UM GRANDE POETA NO DIA EM QUE ELE COMPLETA
MAIS
UM
ANO
DE
VIDA ??!!

Consequentemente menos expectativa ….
Quando
a maioria estava ganhando a vida você estava escrevendo coisas absurdas em sua varanda de terra batida …abrindo cofres sem nenhuma moeda …trabalhando para o escárnio que viria …mostrando belas palavras que mais tarde ouviríamos no boteco da esquina …o que dizer para a tua velhice que já tomou conta da tua pele enrugada …que já lacerou teu estômago com tanta cachaça ..que colocou algodão sobre o teu crânio liso …que tornou fraca a tua voz de pássaro preso nesse ninho abandonado …não posso te dizer palavras bonitas quando vejo se aproximando de ti mais uma tempestade de irrelevância sobre os textos magníficos que herdarão a língua portuguesa …por que só eu enxergo em ti tamanha nobreza ?! o que houve com o espírito criativo ?! fico triste que em breve irão te esconder alegando mal cheiro da carne humana …lamento ..mas nesse dia gostaria muito de te dizer muito obrigado pelo odor das montanhas e das flores que estás deixando para esse país tão ingrato …um abraço querido amigo …um beijo em suas mãos …aprendi a dividir também as dores …finalizo minhas tenras palavras desejando novamente encontrar em ti inspiração …

Para o poeta LUIZ CARLOS BARATA CICHETTO
16/01/2014

Jorge Bandeira

O Cordel do Barata

Ao chegar nesta idade
Este artesão de livros
Com muita sagacidade
Tem deixado seu crivo

Seis décadas de existência
Com um trabalho doentil
Pois nessa resistência
Esse homem é febril

Na música e literatura
Na poesia e no rock
Com desenvoltura
Causando choque

Vamos discriminar agora
As coisas que ele fez
Até esta bendita hora
Com muita sensatez

A poesia ele batalha
Desde os anos oitenta
Palavras que espalha
Idéias que inventa

Arquíloco iniciou a saga
Sangue de Barata escreveu
Impessoal e transferível o traga
Emoções Baratas converteu

O Cu de Vênus abriu
O Câncer, O Leão e o Escorpião
1958 submergiu
Cohena Vive feito assombração

Versos Orgânicos ostentou
O Poeta e Seus Espelhos
Falo ele engendrou
O Êxtase e seus conselhos

Troco Poesia Por Dinamite
Um título bem explosivo
Talvez seja apenas palpite
De um Cioran reflexivo

O Poeta Xingou Minha Mãe de Puta
E eu Lhe Dei Uma Porrada fatal
Esta reação pode parecer bruta
Porém este título é genial

Agora surge esta grata antologia
De uma mente deveras poética
Onde A Solidão se anuncia
Ratazana Cinzenta morfética.

Manaus, 11/07/2018

Joanna Franko

(Conheci Joanna Franko desde o Orkut, e sempre nos respeitamos e falamos sobre tudo. Uma pessoa inteligentíssima, doce, mas que nunca soube a real face, embora eu tenha lhe editado mais de 10 livros. De  repente, algo lhe aconteceu em 2017 e ela começou a não mais aparecer, até que em 2019 sumiu de vez. Devo ter uns 50 poemas escritos por ela e dedicados a mim, e aqui apresento uma pequena amostra. Espero que um dia ela reapareça. Se é que existe mesmo..)

Olhe para si mesmo..
criador e “criatura”
um abismo de “reflexão”
uma abismo de solidão
um abismo de solidão!


sua foto denota uma tristeza , um desencanto
meu amigo….
a única forma que encontrei de prestar minha
solidariedade e amizade, foi fazer, o que sei,
tentar escrever falando do que vejo e o que sinto.
minha amizade e carinho sempre.

escolhas

escolhas…

estamos
no meio de tudo
no centro de nada

você escolhe,
ou seguimos em frente
ou..
continuamos
somente
lado a lado

e foi
me olhando no espelho
meu cigarro entre os dedos
que senti o que é domínio
não fugir, não ter medo,
and “for life
I’m crazy”

é
quando chego
no fundo do
escuro poço
que posso
ver
a luz
que há em mim.
A minha alma nua
em sua
beleza crua
um novo
caminho
a seguir.
Mais uma vez
aprendi…

Para um amigo especial,
guerreiro de muitas lutas invisíveis..
meu respeito e carinho , amigo

olha o artista
e vê
profusão de cores
encantos “mis”,
e as faces
cada qual
mais linda
da mulher “sonho”
da fêmea desejo
inspiração
criação .
e a tesão
que é o que move o mundo
e pode mudar
tudo.

“Pra Luiz…”

Em espera
confio..
Luto
Uma luta
Inglória, meu inferno
Zodíaco..
Bebo da
Agua impura dos
Rios .
Abraço o
Tempo, conto as horas
A espera dos ponteiros do relógio
são fragmentos do tempo
quem dizem quem vc é,
são sonhos que foram seus
são os medos,
aquilo que se perdeu.
são seu coração pulsando
suas palavras falando
em seus poemas
gritando
o direito de sonhar.

e haverá,
de alguma forma
uma forma
de desabar,
quando vc
menos esperar..

faz parte de acomodar
os sentimentos
tão duramente
interrompidos..

e de forma tão sofrida..

se resolvesse
a gente simplesmente
ficaria

arrependido.

um dia virá..
em que andarás
pelas ruas da cidade,
com a “presteza” e conhecimento

de quem caminha
como uma velha conhecida e amiga..

reconhecerá cada esquina,
cada canteiro
que sempre se repete
em cada primavera,
e o por do sol que é eterno
se refletindo no “lago” Guaiba..

e sentiras.
” uma dor esquisita
Das ruas de Porto Alegre
Onde jamais passarei… “

 

Se eu lhe dissesse que não tenho ambições você não acreditaria. O que eu quero de fato é uma casa com o mínimo de conforto. Não quero andar de carro para fingir que tenho grana enquanto pago infinitas parcelas sem ter o que comer. Não quero conhecer o mundo sem ter conhecido nada das minhas capacidades de desaparecer por um minuto desse mundo doido. Sua pomposidade e jantares luxosos não afetam meus sentidos aguçados para as coisas simples. Gosto de tomar minhas cervejas quando a gastrite permite. Gosto de saborear um minuto de silêncio quando estou em casa sozinho. Escrevo, e escrever me permite mostrar a mim mesmo que ainda estou vivo. Não sou um exímio leitor, então não espero que centenas de pessoas me leiam. Meus filhos um dia entenderão esse desespero estampado em meus olhos, e meu sorriso azedo tentando acalmá-los. A Luiz Carlos Barata Cichetto Do Livro, Notas de Roda Pé. 9/10/2015
Rojefferson Moraes
Manaus - AM
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